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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nossa solidariedade e apoio total à José Dirceu!!!!



A pergunta que não quer se calar: O "maior julgamento da história do país" (segundo a Rede Globo), a Ação Penal 470, será um julgamento político ou baseado no direito constitucional?

O processo conhecido como “Mensalão” chega ao momento decisivo nesta quarta-feira (04/09). Após julgar todos os embargos de declaração, os ministros do Supremo Tribunal Federal terão que analisar a possibilidade de acatar os Embargos Infringentes.

Embora esse tipo de recurso esteja previsto no Regimento Interno do STF, uma lei editada em 1990 sobre o funcionamento de tribunais superiores não faz menção ao uso da ferramenta na área penal. Para alguns ministros, isso significa que os embargos infringentes foram revogados e podem permitir novo julgamento quando há pelos menos quatro votos pela absolvição. Que é o caso de José Dirceu.

Um ano atrás, no próprio julgamento, o decano Celso de Mello se manifestou de forma enfática em defesa dos embargos infringentes, mas agora ele já ventila a possibilidade de rever seu posicionamento. 

Já o ministro Joaquim Barbosa lidera uma corrente que pretende negar mais uma oportunidade de defesa aos réus. Ao que tudo indica, Celso de Mello já está sofrendo pressão por parte da mídia e da “opinião pública” do Merval Pereira para mudar sua defesa e assim permitir que os réus cumpram as penas aplicadas anteriormente. 

Quanto ao ex-ministro José Dirceu, a pergunta é: a história vai se repetir? Porque no dia 06 de setembro de 1969 Zé Dirceu foi banido do Brasil. Preso político desde outubro de 1968, quando o Congresso da UNE em Ibiúna foi invadido pela polícia, estava entre os 15 resgatados da prisão e foi exilado, em troca do Embaixador Americano Charles Burke Elbrick.

44 anos depois, esse mesmo Zé Dirceu que lutou contra a ditadura, que teve papel decisivo na Campanha Diretas Já, na construção do Partido dos Trabalhadores, que foi um dos principais responsáveis pela vitória do Lula em 2002, entre outros legados, será retirado novamente da vida política de nosso país? Agora pelo STF? Condenado sem nenhuma prova apenas por quem era e  quem é, nessa farsa chamada Mensalão.

Fonte: Mobilizadores.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nós militantes da EPS - Esquerda Popular Socialista, apoiamos diversos candidatos em vários municípios de nosso estado do RJ.





Nossa militância política partidária com nossos companheiros que assumiram a responsabilidade de nos representar nestas últimas eleições municipais, aqui no estado do Rio de Janeiro.

Nós militantes da EPS - Esquerda Popular Socialista, apoiamos diversos candidatos em vários municípios de nosso estado, aqui veremos algumas de nossas ações nestes municípios.

Aqui todo o nosso agradecimento aos companheiros e companheiras que se dedicaram em nos auxiliar nesta missão árdua mais bela de ser fazer nossa militância, que acredita que outro mundo é possível, onde não haja tantas desigualdades, injustiças, ameaças e etc....

Onde exista a compreensão, o respeito as diferenças, justiça social e econômica, que ocorra de fato um diálogo com a sociedade mostrando nosso papel de cidadania em busca de melhorias em todas as áreas para esta população que tanto necessita.

Acima mostraremos nossa intervenção em cada município em que apoiamos os nossos candidatos à vereadores e prefeitos.

Um abraço!!!!
Saudações Socialistas!!!!

Ronaldo Castro
Historiador
Direção Estadual da EPS - Esquerda Popular Socialista - Rio de Janeiro. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Para o deputado Luiz Sérgio, o problema é que, ao nomear petistas, Sérgio Cabral e Eduardo Paes privilegiaram os da tendência Mensagem ao Partido.




Informe do Dia: Tendência de briga

POR FERNANDO MOLICA

Rio -  Não foi apenas a busca por mais cargos na prefeitura que fez o PT carioca pedir a saída de Jorge Bittar da Secretaria de Habitação. O secretário também foi vítima de briga entre tendências, grupos que atuam no partido.

Para o deputado Luiz Sérgio, o problema é que, ao nomear petistas, Sérgio Cabral e Eduardo Paes privilegiaram os da tendência Mensagem ao Partido: Bittar, Carlos Minc, Zaqueu Teixeira (futuro secretário estadual de Assistência Social) e Adilson Pires (vice-prefeito eleito e que irá para a Secretaria de Desenvolvimento Social).

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/rio/informe-do-dia-tend%C3%AAncia-de-briga-1.510594

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ESQUERDA POPULAR E SOCIALISTA A (EPS) DO PT, também presente no estado do Rio de Janeiro.














Aconteceu na tarde do dia 26/11/2011, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT) de Nova Iguaçu, região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, o Primeiro Congresso Estadual da Inaugurar um Novo Período e para a Fundação da Nova Corrente. Este nosso encontro contou com a presença de 30 militantes de sete municípios de nosso estado do Rio de Janeiro, representantes dos sindicatos dos comerciários e do SEPE, lideranças comunitárias, associações de moradores, ambientalistas e com a presença do companheiro convidado representando a corrente interna do PT Militância Socialista (MS).


O encontro teve início com a acolhida de todos os presentes, e logo foi passada a palavra para o companheiro da Militância Socialista (MS), que ressaltou a importância do fortalecimento da esquerda partidária, onde temos que construir alternativas para a transformação da sociedade.


Após foi lido o texto de Caio Fernandes, “Quem Somos?”, onde pudemos perceber quem somos nós e quantos somos.


Seguindo a programação, foi feita a análise de conjuntura pelo companheiro Renato Cordeiro, professor de História e diretor do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), onde foi ressaltada a importância da intervenção do Partido em relação ao governo federal, crítica em relação ao PT, com o governo do estado, onde o partido é subserviente ao governo Cabral, e um olhar macro sobre a região da Baixada Fluminense.


No Segundo Momento foi discutido a Resolução Política, que foi conduzia por Guilherme Monteiro, da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP).


Foi eleita uma coordenação provisória da Nova Corrente,


Coordenadores – Ronaldo Castro e Renato Cordeiro


Secretárias – Patrícia Martins e Daniele Alves


Juventude – Guilherme Monteiro


Movimentos Sociais e Populares – Raimundo Sabino e Sergio Mauricio


Comunicação – Marcelo Reis


Sindicato – Renato Cordeiro e Bianca Monteiro


Mobilização – Eduardo Anselmo


Foi deliberado para representar o Estado do Rio de Janeiro no Congresso Nacional para a Fundação da Nova Corrente: Ronaldo Castro, Daniele Alves e Sergio Mauricio.


Na semana seguinte em São Paulo na escola Florestan Fernandes, mais precisamente no dia 04 de dezembro de 2011, fundamos a nossa nova corrente de esquerda do PT nacional que é a: ESQUERDA POPULAR E SOCIALISTA A (EPS) DO PT, também presente no estado do Rio de Janeiro.



Quem quiser ver mais fotos pode entrar no meu facebook - Guilherme Monteiro

http://www.facebook.com/guilhermepjmp?ref=tn_tnmn


Album -

Congresso do Inaugurar Rio de Janeiro

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.254732917917316.64951.100001418290793&type=1


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Partido dos Trabalhadores foi fundado em 10 de fevereiro de 1980, portanto, completa hoje 32 anos de existência.



O Partido dos Trabalhadores foi fundado em 10 de fevereiro de 1980, portanto, completa hoje 32 anos de existência.


Nesta longa trajetória o PT ousou promover mudanças que foram importantes para consolidar a nossa democracia e também para a conquista da cidadania.
A democracia interna do partido, com eleições diretas para todos os dirigentes, a participação mínima de mulheres, jovens e negros nas instancias partidárias.
O orçamento participativo, a prioridade para a saúde, para a educação e para o combate a fome e a miséria.
A eleição da primeira mulher negra para o Senado, do primeiro operário presidente do Brasil e da primeira mulher presidente também.

O PT é o partido preferido de 32% da população.
Tem mais de 1 milhão de filiados, que participam das decisões do partido.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Valmir Assunção justifica cisão em corrente do PT: 'Não ficou ninguém'

Valmir Assunção justifica cisão em corrente do PT: 'Não ficou ninguém'

Por Felipe Campos / David Mendes

O deputado federal Valmir Assunção (PT), ex-principal nome baiano da corrente petista Articulação de Esquerda (AE), justificou a sua saída junto com outros militantes para criar a nova vertente já denominada Esquerda Popular Socialista (EPS). “A AE estava se afastando dos movimentos sociais, da reforma agrária e das questões raciais.

Por isso que nós decidimos, em congresso organizado em dezembro, montar esse novo grupo já presente em 19 estados”, afirmou. Questionado pela reportagem do Bahia Notícias sobre quem embarcou na nova nau que navegará por águas petistas, o parlamentar citou o nome do deputado estadual Marcelino Galo (PT), de outros militantes e decretou: “Não ficou ninguém”, cutucou.

http://www.bahianoticias.com.br/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hora de rever as privatizações.


www.cartamaior.com.br

DEBATE ABERTO
Hora de rever as privatizações

Se outros efeitos não causar à vida nacional o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., suas acusações reclamam o reexame profundo do processo de privatizações e suas razões. A presidente da República poderia fazer seu o lema de Tancredo: um governante só consegue fazer o que fizer junto com o seu povo.

Mauro Santayana

Se outros efeitos não causar à vida nacional o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., suas acusações reclamam o reexame profundo do processo de privatizações e suas razões. Ao decidir por aquele caminho, o governo Collor estava sendo coerente com sua essencial natureza, que era a de restabelecer o poder econômico e político das oligarquias nordestinas e, com elas, dominar o país. A estratégia era a de buscar aliança internacional, aceitando os novos postulados de um projetado governo mundial, estabelecido pela Comissão Trilateral e pelo Clube de Bielderbeg. Foi assim que Collor formou a sua equipe econômica, e escolheu o Sr. Eduardo Modiano para presidir ao BNDES - e, ali, cuidar das privatizações.

Primeiro, houve a necessidade de se estabelecer o Plano Nacional de Desestatização. Tendo em vista a reação da sociedade e as denúncias de corrupção contra o grupo do presidente, não foi possível fazê-lo da noite para o dia, e o tempo passou. O impeachment de Collor e a ascensão de Itamar representaram certo freio no processo, não obstante a pressão dos interessados.

Com a chegada de Fernando Henrique ao Ministério da Fazenda, as pressões se acentuaram, mas Itamar foi cozinhando as coisas em banho-maria. Fernando Henrique se entregou à causa do neoliberalismo e da globalização com entusiasmo. Ele repudiou a sua fé antiga no Estado, e saudou o domínio dos centros financeiros mundiais – com suas conseqüências, como as da exclusão do mundo econômico dos chamados “incapazes” – como um Novo Renascimento.

Ora, o Brasil era dos poucos países do mundo que podiam dizer não ao Consenso de Washington. Com todas as suas dificuldades, entre elas a de rolar a dívida externa, poderíamos, se fosse o caso, fechar as fronteiras e partir para uma economia autônoma, com a ampliação do mercado interno. Se assim agíssemos, é seguro que serviríamos de exemplo de resistência para numerosos países do Terceiro Mundo, entre eles os nossos vizinhos do continente.

Alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos- entre eles Federico Mayor Zaragoza, em artigo publicado em El País há dias, e Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia - constataram que o desmantelamento do Estado, a partir dos governos de Margareth Thatcher, na Grã Bretanha, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, foi a maior estupidez política e econômica do fim do século 20. Além de concentrar o poder financeiro em duas ou três grandes instituições, entre elas, o Goldman Sachs, que é hoje o senhor da Europa, provocou o desemprego em massa; a erosão do sistema educacional, com o surgimento de escolas privadas que só servem para vender diplomas; a contaminação dos sistemas judiciários mundiais, a partir da Suprema Corte dos Estados Unidos – que, entre outras decisões, convalidou a fraude eleitoral da Flórida, dando a vitória a Bush, nas eleições de 2000 -; a acelerada degradação do meio-ambiente e, agora, desmonta a Comunidade Européia. No Brasil, como podemos nos lembrar, não só os pobres sofreram com a miséria e o desemprego: a classe média se empobreceu a ponto de engenheiros serem compelidos a vender sanduíches e limonadas nas praias.

É o momento para que a sociedade brasileira se articule e exija do governo a reversão do processo de privatizações. As corporações multinacionais já dominam grande parte da economia brasileira e é necessário que retomemos as atividades estratégicas, a fim de preservar a soberania nacional. É também urgente sustar a incontrolada remessa de lucros, obrigando as multinacionais a investi-los aqui e taxar a parte enviada às matrizes; aprovar legislação que obrigue as empresas a limpa e transparente escrituração contábil; regulamentar estritamente a atividade bancária e proibir as operações com paraísos fiscais. É imprescindível retomar o conceito de empresa nacional da Constituição de 1988 – sem o que o BNDES continuará a financiar as multinacionais com condições favorecidas.

A CPI que provavelmente será constituída, a pedido dos deputados Protógenes Queiroz e Brizola Neto, naturalmente não se perderá nos detalhes menores – e irá a fundo na análise das privatizações, a partir de 1990, para que se esclareça a constrangedora vassalagem de alguns brasileiros, diante das ordens emanadas de Washington. Mas para tanto é imprescindível a participação dos intelectuais, dos sindicatos de trabalhadores e de todas as entidades estudantis, da UNE, aos diretórios colegiais. Sem a mobilização da sociedade, por mais que se esforcem os defensores do interesse nacional, continuaremos submetidos aos contratos do passado. A presidente da República poderia fazer seu o lema de Tancredo: um governante só consegue fazer o que fizer junto com o seu povo.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Repúdio contra as alianças do PT com a direita e com o centro.



Nós militantes da EPS - Esquerda Popular e Socialista do PT, também não

compactuamos

com esta conjuntura que querem nos enfiar goela abaixo, poderíamos fazer uns

atos de desagravo a política aliancista do PT, contra os partidos de direita e

os partidos de centro por cada região do estado do Rio

de

Janeiro, principalmente na região metropolitana e depois interior, temos muitos

companheiros e companheiras descontentes com este rumo do PT, temos que

levantar nossa voz com altivez e mostrar que não iremos a reboque de ninguém.


Baixada Fluminense unida e forte por um PT de massa, de luta, socialista e

independente!!!!

Ronaldo Castro

Direção Estadual da Esquerda Popular e Socialista - RJ

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nasceu: Esquerda Popular e Socialista - EPS é a nova tendência nacional do PT





Nasceu: Esquerda Popular e Socialista - EPS é a nova tendência nacional do PT

Nova corrente do PT foi fundada em congresso, neste final de semana, na Escola Florestan Fernandes do MST, em Guararema.

“Agora, agora é pra valer, Esquerda Popular Socialista do PT”. Com o grito de ordem encerrou-se no domingo, 4 de dezembro, na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, o Congresso Nacional de Fundação da Esquerda Popular e Socialista, a nova tendência nacional do Partido dos Trabalhadores. A Esquerda Popular e Socialista nasce com musculatura política e social e está organizada em 18 Estados brasileiros, fortemente vinculada com os movimentos sociais. A abertura do Congresso Nacional de Fundação da Esquerda Popular e Socialista aconteceu no dia 2, na sede do PT Nacional, em São Paulo, e contou com a presença de lideranças de outras tendências petistas e de movimentos sociais brasileiros. Nos dois dias seguintes, as atividades ficaram concentradas na Escola Florestan Fernandes.

De caráter socialista e com referência filosófica no marxismo, a nova EPS aglutina correntes nacionais e regionais à esquerda do partido, e tem como compromisso disputar os rumos do PT para que ele se estabeleça como um partido capaz de aprofundar e radicalizar a disputa pela reformas estruturais na perspectiva democrática e popular, defendendo o governo Dilma e aprofundando as reformas iniciadas nos dois mandatos de Lula.

“A fundação da tendência Esquerda Popular e Socialista representa a possibilidade da realização de um debate capaz de incorporar novos atores e atrizes sociais com uma nova pauta, para que o PT seja o lugar dos lutadores e das lutadoras do povo,” afirma Angélica Fernandes, direção nacional da Esquerda Popular e Socialista e do diretório estadual do PT-SP. Segundo Angélica, a EPS incorpora pautas como o feminismo, a igualdade racial e o combate à homofobia como temas centrais junto à exploração de classe. “A participação positiva dos militantes durante todo o Congresso nos dá certeza de que seremos exitosos na tarefa que nos propomos realizar” conclui otimista.

Para Renata Rossi, do Diretório Nacional do PT e da direção nacional da nova tendência, “os desafios são construir uma política partidária que tenha como elemento central o diálogo com os movimentos sociais e constituir uma política que aponte o socialismo como horizonte estratégico, reafirmando a centralidade da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras, que consiga converter nossa força social em força partidária e que aponte o papel da institucionalidade como instrumento capaz de aprofundar a construção de uma sociedade mais justa, sem exploração e opressão de gênero e racial”.

Movimentos sociais

João Paulo, dirigente do MST, afirmou que o movimento terá uma relação prioritária com a Esquerda Popular e Socialista e, num gesto de aproximação, entregou oficialmente uma bandeira do MST à nova tendência. Presente na abertura do congresso, o deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Teixeira, da corrente Garantia de Luta, disse concordar com os dez pontos programáticos apresentados pela nova tendência. Para Teixeira, “a articulação entre a luta partidária e os movimentos sociais é um ponto extremamente importante para o PT.” O também deputado federal Arlindo Chinaglia, do Movimento PT, saudou a disposição da criação da nova corrente num momento em que, segundo o deputado, “a maioria está aderindo ao campo majoritário”. Arlindo ressaltou que a luta dos integrantes da nova tendência será árdua, mas necessária e importante.

Segundo o deputado estadual Mauro Rubem (GO), da direção nacional da nova tendência, a Esquerda Popular e Socialista cumpre papel fundamental de trazer para o PT o acúmulo de todas as lutas dos movimentos sociais e sindicais do país. “O desafio é retomar essa centralidade do PT, na qual a presença da luta é o critério da verdade. Os lutadores e lutadoras que querem transformar o Brasil têm que ver no PT o instrumento que deve estar presente na luta do povo. A nossa tendência cria essa ferramenta dentro do partido”, afirma o parlamentar de Goiás.

Também presente na abertura do Congresso, Ricardo Gebrin, da Consulta Popular, afirmou ver com bons olhos o movimento da nova tendência que retoma os conceitos do Encontro do PT de 1987 e remonta o debate do programa democrático e popular. Gebrin afirmou que a Consulta Popular irá trabalhar junto com a nova tendência, respeitando a autonomia de cada um.

Desafios do PT

Na mesa sobre os desafios de organização do PT, as eleições municipais de 2012 foram apontadas como uma das importantes tarefas da nova tendência que tem como prioridade ampliar a representação nos espaços institucionais. O deputado federal pela Bahia, Valmir Assunção, avaliou ser possível e eleição de muitos vereadores e prefeitos em todo o Brasil vinculados à EPS. Para ele, uma das preocupações centrais é equacionar o fato de o PT estar cada vez mais na institucionalidade, sem deixar de fortalecer os movimentos sociais e o projeto socialista. “O acúmulo que temos nos parlamentos, executivos, movimentos e militância torna possível elegermos um bom número de vereadores e prefeitos, para que eles possam levar as experiências do PT para mudar a vida e a cultura do povo”, analisa Valmir Assunção.

Direção e calendário

O Congresso de Fundação da Esquerda Popular e Socialista encerrou-se no domingo, 4 de dezembro, com a aprovação do nome da nova tendência, do regimento interno e com a eleição da direção que coordenará os trabalhos no próximo período.

A direção nacional da Esquerda Popular e Socialista foi composta paritariamente por 34 mulheres e homens e conta com mais de 20% de jovens e de negros e negras. Na direção executiva nacional estão Renata Rossi, Angélica Fernandes, Julia Feitosa, Luciana Mandeli e Mauro Rubem, Ivan Alex, Shakespeare Martins e Valmir Assunção.

A Esquerda popular e socialista pretende ser uma tendência que:

1. Dispute decisivamente os rumos do PT;

2. Estabeleça relações orgânicas com os movimentos sociais, do campo e da cidade,
priorizando sua atuação nas lutas de massa;

3. Tenha o socialismo como objetivo estratégico;

4. Tenha o feminismo e o combate ao racismo como princípios fundantes;

5. Convoque o movimento sindical e popular, os militantes da CUT, o conjunto dos
lutadores sociais para se incorporar ao PT e a disputa dos seus rumos;

6. Priorize os diversos movimentos e pautas da juventude, os direitos humanos, a defesa da laicidade do Estado, o combate à intolerância religiosa, a luta contra a homofobia, a defesa dos povos indígenas e comunidades tradicionais, a luta anti-proibicionista, a luta pela democratização dos meios de comunicação e pelo direito à cultura;

7. Reivindique centralidade para a reforma urbana, para a luta ambiental e por um novo modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade;

8. Defenda a reforma agrária, agricultura familiar, a demarcação das terras indígenas, o reconhecimento das terras quilombolas e dos atingidos por barragens;

9. Busque uma atuação institucional que promova esses objetivos estratégicos,
Fortalecendo o governo Dilma, na perspectiva de aprofundamento das conquistas sociais do povo brasileiro;

10. Priorize o debate e formação política permanente da sua militância.