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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Briga por apoio político afasta prefeitos de vices antes das eleições começarem.



Desentendimentos já causaram demissões e mudança de lado.

Rio - As eleições ainda nem começaram oficialmente e já colocam de lados opostos ao menos quatro prefeitos e seus vices na Baixada, além de separarem dois irmãos, até então, aliados políticos — caso de Queimados. Itaguaí e Mesquita tiveram gabinetes desocupados. Em Belford Roxo, o vice foi demitido de Secretaria de Educação; e, em São João de Meriti, vice é figura quase decorativa.

O mais recente quiproquó ocorreu em Itaguaí, onde o vice-prefeito Wesley Pereira — que na época da aliança estava no PT e, hoje, encontra-se sem partido — acusa o prefeito Luciano Mota, do PSDB, de descumprir acordos sobre a condução do município. Para além dos assuntos locais, porém, está em jogo quem cada um apoiará no pleino de outubro para o governo do estado. “Quem tiver o apoio do prefeito, terá minha oposição”, adianta Pereira. 

Em carta aberta distribuída em março pelos Correios aos mais de 82 mil domicílios da cidade, ele denunciu o que chama de decaso na Saúde e nos programa sociais, a ausência de plano para a Educação e a desordem urbana. Ele reclama ainda que poucas pessoas da cidade comandam as secretarias. 

"Sem falar das denúncias de corrupção”, completa ele. O movimento, do qual é um dos líderes, chegou a reunir, na última semana, dezenas de pessoas no Centro da Cidade, pedindo a renúncia do prefeito. 

Com discurso aparentemente conciliador, porém, Luciano Mota afirma lamentar o rompimento e garante que ainda está à disposição do vice o gabinete dele. Mas provoca, revelando que, embora rompidos e sem dar expediente, Wesley continua a receber seu salário. 

Antes da querela em Itaguaí — ainda em 2013 — e a 53 quilômetros de lá, em Mesquita, o prefeito Gelsinho Guerreiro, do PSC, numa só canetada publicada no Diário Oficial, desmontou toda a estrutura do vice Waltinho Paixão, do PRP, exonerando, assim, todos os servidores do gabinete. O motivo para o ato intempestivo muda conforme quem conta. 

“Recusei a proposta do prefeito de abrir mão da minha pré-candidatura a deputado estadual em favor da mulher dele”, relata Paixão. A versão é negada, porém, por Guerreiro, que afirma categoricamente:“Mentira!” Segundo ele, a separação deles não é política. É pessoal. “Não tem nada a ver com a pré-candidatura da minha mulher. Rompemos por questões pessoais”, retruca, ameaçando: “Se ele me provocar, eu vou revelar o que é.”

Confusão em Queimados por causa da família Picciani

A briga em Queimados ocorre em família e por causa de uma outra família: a Picciani. Na política há 14 anos e sempre à sombra do prefeito Max Lemos, o irmão Lenine decidiu aparecer. Colocou-se como pré-candidato a deputado federal, representando o município. Não contava, porém, com a lealdade de Max ao presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, que quer reeleger o filho Leonardo a deputado estadual e Rafael, a federal. 

“Não quero montar aqui uma república da família. Não faço política familiar”, justifica-se o prefeito. Lenine, por sua vez, retruca.“Ele diz não querer fazer política familiar, mas apoia alguém que acha que a República é da família”, diz, referindo-se a Jorge Picciani. 
Educador e pós-graduado em gestão pública, Lenine deixou o PMDB e se filiou ao PDT. Com isso, ambos apoiarão presidenciáveis diferentes. Max quer Aécio; Lenine, Dilma.

Dauttmam vai apoiar Pezão e Douglas da ACR Lindbergh Farias

Enquanto na última semana o prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam, do PC do B, fazia juras de lealdade eterna ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e sua campanha pela reeleição, o vice, Douglas Cardoso, do PTC — também conhecido como Douglas da ACR — participava de um almoço de apoio ao senador Lindbergh Farias, candidado do PT ao governo do Rio. 

Embora trilhe caminhos diferentes e tendo exonerado recentemente o vice da Secretaria de Educação, Dauttmam nega, no entanto, qualquer afastamento. “Não há crise, nem rompimento”, garantiu o prefeito. Douglas concorda. “Cada um age conforme sua consciência política”, afirma ele, que faz parte do grupo político de outro prefeito: Sandro Matos (PDT), de São João de Meriti.

Lá, aliás, a situação é a mesma. Matos não inclui nas suas decisões o vice, João Ferreira (PSB), também conhecido como João da Padaria. “O prefeito trata o vice quase como um objeto de decoração”, ironiza uma das lideranças do PSB, Ricardo Tonassi.

Baixada Viva Notícias

Via O dia
Nonato Viegas

terça-feira, 20 de maio de 2014

Rombo deixado pela corrupção no governo de SP do PSDB, pode chegar a R$ 232 milhões.



Com o dinheiro seria possível construir cerca de 480 UBSs ou 200 creches no Estado de SP.

Desde o início da atual gestão do governo tucano no Estado de São Paulo, pelo menos R$ 232 milhões podem ter ido parar nos bolsos de empresários e políticos em negócios suspeitos e sob investigação.

Com a verba seria possível construir cerca de 480 UBSs (Unidades Básicas de Saúde). O dinheiro também seria suficiente para erguer 200 creches (cada uma com capacidade para atender 100 crianças) ou construir 40 escolas (para 700 alunos cada).

O suposto cartel do Metrô e da CPTM, por exemplo, pode ter repassado R$ 197 milhões em propina aos envolvidos, segundo inquérito da PF (Polícia Federal).

O caso veio à tona em maio de 2013, após a empresa alemã Siemens fazer uma denúncia ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão antitruste do governo federal, sobre a formação de um cartel entre multinacionais para superfaturar obras e serviços de trens e do Metrô

O pagamento de propinas a autoridades estaduais e diretores de empresas públicas também está sendo investigado.

Entre os políticos que são alvos da investigação estão importantes secretários de governo do Estado de São Paulo, como Edson Aparecido (chefe da Casa Civil), José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).  Todos negam as acusações.

Mas esse é apenas o mais recente escândalo do governo estadual. Em 2011, no início da gestão, o governador Geraldo Alckmin se deparou com um suposto desvio de mais de R$ 30 milhões dos cofres do Detran-SP.

A Corregedoria da Polícia Civil suspeitou de um contrato para prestação de serviços, firmado entre 2000 e 2007. Segundo as investigações, os salários dos empregados da empresa terceirizada eram, no papel, muito superior ao real. A suspeita era que a diferença ia para o bolso de delegados.

Médicos

Meses depois, surgiu a história de médicos que recebiam dinheiro público, mas não iam trabalhar. O caso pode ter gerado um ônus de R$ 5 milhões ao cofres do governo.

A investigação da polícia e do Ministério Público indicou que os médicos recebiam salários de R$ 15 mil por mês sem trabalhar. O escândalo motivou a demissão do então secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, o neurocirurgião Jorge Roberto Pagura.

Diante da crise, o governador Geraldo Alckmin determinou a realização de auditorias em todos os hospitais do Estado de São Paulo.

Emendas

Ainda em 2011, um integrante da base aliada do governo Alckmin, o deputado estadual Roque Barbiere (PTB), denunciou a existência de um esquema de venda de emendas parlamentares.

Segundo a denúncia, os deputados tinham uma cota de R$ 2 milhões para emendas ao Orçamento, lei que determina as despesas e receitas do governo do Estado.

Com essa carta na manga, os deputados negociavam com empreiteiras e prefeituras a execução de obras e, em troca, cobravam propina, segundo Barbieri.

A denúncia respingou no secretário estadual de Meio Ambiente do governo de São Paulo, Bruno Covas. O político negou envolvimento. O Conselho de Ética da Assembleia investigou o caso, mas não produziu relatórios.

A última investigação em curso contra a atuação do governo estadual recai sobre os pedágios. Há uma semana, a oposição ao governo atual na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) conseguiu aprovar a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as política de preços praticados nos pedágios do Estado.

Outro lado

Em resposta à reprotagem do R7, a assessoria de imprensa do secretário Edson Aparecido informou que "o secretário Edson Aparecido nunca foi investigado, apenas teve seu nome citado na investigação até quando no início do mês o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento das investigações referentes ao secretário da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido, do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) e do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) por não haver 'elementos concretos' do envolvimento deles no suposto esquema".

Fonte: Site do R7 de Notícias.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/rombo-deixado-pela-corrupcao-no-governo-de-sp-pode-chegar-a-r-232-milhoes-20042014