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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Briga por apoio político afasta prefeitos de vices antes das eleições começarem.



Desentendimentos já causaram demissões e mudança de lado.

Rio - As eleições ainda nem começaram oficialmente e já colocam de lados opostos ao menos quatro prefeitos e seus vices na Baixada, além de separarem dois irmãos, até então, aliados políticos — caso de Queimados. Itaguaí e Mesquita tiveram gabinetes desocupados. Em Belford Roxo, o vice foi demitido de Secretaria de Educação; e, em São João de Meriti, vice é figura quase decorativa.

O mais recente quiproquó ocorreu em Itaguaí, onde o vice-prefeito Wesley Pereira — que na época da aliança estava no PT e, hoje, encontra-se sem partido — acusa o prefeito Luciano Mota, do PSDB, de descumprir acordos sobre a condução do município. Para além dos assuntos locais, porém, está em jogo quem cada um apoiará no pleino de outubro para o governo do estado. “Quem tiver o apoio do prefeito, terá minha oposição”, adianta Pereira. 

Em carta aberta distribuída em março pelos Correios aos mais de 82 mil domicílios da cidade, ele denunciu o que chama de decaso na Saúde e nos programa sociais, a ausência de plano para a Educação e a desordem urbana. Ele reclama ainda que poucas pessoas da cidade comandam as secretarias. 

"Sem falar das denúncias de corrupção”, completa ele. O movimento, do qual é um dos líderes, chegou a reunir, na última semana, dezenas de pessoas no Centro da Cidade, pedindo a renúncia do prefeito. 

Com discurso aparentemente conciliador, porém, Luciano Mota afirma lamentar o rompimento e garante que ainda está à disposição do vice o gabinete dele. Mas provoca, revelando que, embora rompidos e sem dar expediente, Wesley continua a receber seu salário. 

Antes da querela em Itaguaí — ainda em 2013 — e a 53 quilômetros de lá, em Mesquita, o prefeito Gelsinho Guerreiro, do PSC, numa só canetada publicada no Diário Oficial, desmontou toda a estrutura do vice Waltinho Paixão, do PRP, exonerando, assim, todos os servidores do gabinete. O motivo para o ato intempestivo muda conforme quem conta. 

“Recusei a proposta do prefeito de abrir mão da minha pré-candidatura a deputado estadual em favor da mulher dele”, relata Paixão. A versão é negada, porém, por Guerreiro, que afirma categoricamente:“Mentira!” Segundo ele, a separação deles não é política. É pessoal. “Não tem nada a ver com a pré-candidatura da minha mulher. Rompemos por questões pessoais”, retruca, ameaçando: “Se ele me provocar, eu vou revelar o que é.”

Confusão em Queimados por causa da família Picciani

A briga em Queimados ocorre em família e por causa de uma outra família: a Picciani. Na política há 14 anos e sempre à sombra do prefeito Max Lemos, o irmão Lenine decidiu aparecer. Colocou-se como pré-candidato a deputado federal, representando o município. Não contava, porém, com a lealdade de Max ao presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, que quer reeleger o filho Leonardo a deputado estadual e Rafael, a federal. 

“Não quero montar aqui uma república da família. Não faço política familiar”, justifica-se o prefeito. Lenine, por sua vez, retruca.“Ele diz não querer fazer política familiar, mas apoia alguém que acha que a República é da família”, diz, referindo-se a Jorge Picciani. 
Educador e pós-graduado em gestão pública, Lenine deixou o PMDB e se filiou ao PDT. Com isso, ambos apoiarão presidenciáveis diferentes. Max quer Aécio; Lenine, Dilma.

Dauttmam vai apoiar Pezão e Douglas da ACR Lindbergh Farias

Enquanto na última semana o prefeito de Belford Roxo, Dennis Dauttmam, do PC do B, fazia juras de lealdade eterna ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e sua campanha pela reeleição, o vice, Douglas Cardoso, do PTC — também conhecido como Douglas da ACR — participava de um almoço de apoio ao senador Lindbergh Farias, candidado do PT ao governo do Rio. 

Embora trilhe caminhos diferentes e tendo exonerado recentemente o vice da Secretaria de Educação, Dauttmam nega, no entanto, qualquer afastamento. “Não há crise, nem rompimento”, garantiu o prefeito. Douglas concorda. “Cada um age conforme sua consciência política”, afirma ele, que faz parte do grupo político de outro prefeito: Sandro Matos (PDT), de São João de Meriti.

Lá, aliás, a situação é a mesma. Matos não inclui nas suas decisões o vice, João Ferreira (PSB), também conhecido como João da Padaria. “O prefeito trata o vice quase como um objeto de decoração”, ironiza uma das lideranças do PSB, Ricardo Tonassi.

Baixada Viva Notícias

Via O dia
Nonato Viegas

domingo, 1 de junho de 2014

Bomba! O relatório de 2014 da empresa de Joaquim Barbosa em Miami!



1 de junho de 2014 | 14:51 Autor: Miguel do Rosário.

Os brasileiros que se limitam a se informar pela grande mídia ainda não sabem que Joaquim Barbosa, presidente do STF, comprou um apartamento em Miami usando uma “corporation”, aberta em seu nome. E que usou um apartamento funcional como endereço sede da empresa, uma prática terminantemente proibida pelo Estatuto do Servidor.

No ano passado, essa denúncia correu nas redes sociais, a partir de blogs, que que divulgaram os documentos de Barbosa em cartórios de Miami. O Globo não deu nada. Hoje o Globo diz que Barbosa renunciou porque recebeu um telefonema no qual uma voz diz a ele “que sua hora está chegando”.

Nada disso. Barbosa renunciou porque fez uma besteira atrás da outra. A mídia tentou blindar ao máximo, mas felizmente temos a blogosfera.

Pois bem, temos uma novidade. Mesmo depois de tantas denúncias, Barbosa não atualizou o endereço da Assas JB Corporation. O relatório de 2014 mostra que o endereço do apartamento funcional continua lá, firme e forte.

Antes, uma interpretação amiga poderia até considerar que Barbosa usou o endereço de um apartamento funcional como sede de sua “empresa” criada em Miami por um descuido. Agora não há mais essa desculpa. Barbosa foi negligente e continua sendo. Agora é quase um desafio à lei. Ele pode tudo.

Confira neste link, o relatório anual da Assas JB Corp para 2014, divulgado ao final de abril.

Detalhe, ele ainda é presidente do STF e ministro. O uso de um apartamento funcional para fins empresariais ainda é ilegal, portanto.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Marcha da Família, um fracasso!!!



Li algumas vezes para entender bem a análise contextual do companheiro blogueiro progressista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sobre a Marcha da Família com Deus e Pela Liberdade, e fiquei estarrecido com os acontecimentos e as entrevistas que ele conseguiu obter em relação aos objetivos centrais e cernes da proposta dessa marcha fascista e anti democrática, onde pedem a intervenção militar no Brasil, para que as forças militares constituídas pelo Exercito, Marinha e Aeronáutica, tomem o poder conferido democraticamente a presidenta da república Dilma, eleita pelo povo em 2010,não tem cabimento e nem justificativa cabível para ocorrer essa transgressão, sob o pretexto de intervenção, ser um dia isso vier acontecer será novamente um golpe militar, com uso das tropas e de armas, como foi o de 50 anos atrás, que até hoje nos traz grandes recordações negativas e pesadas daquele período negro e sombrio de nossa história, onde centenas de pessoas foram assassinadas, torturadas física e psicologicamente, desaparecidos até os dias atuais, exilados e etc...famílias destruídas até hoje pelo pelo resquício dessa cruel ditadura militar que vivemos por 21 anos.

Vem esses donos da verdade, da moral e dos bons costumes familiares reeditar essa marcha falida e fadada ao fracasso como foi essa de sábado dia 22/03/2014, em centenas de cidades brasileiras, com jovens, pessoas de meia idade, idosos e militares, que muitos nem sabiam o que estavam fazendo ali, eu acredito na "oba oba", criado pela mídia, fiquei ensandecido com algumas pessoas com cartazes que foram abordadas e não sabiam responder as perguntas pertinentes aos cartazes e faixas que carregavam.

Um absurdo e aberração essa marcha, querendo reeditar os anos sombrios que passamos na ditadura militar, não vou me estender, porque é muito assunto para colocarmos aqui e elencarmos sobre o que vem ser um golpe militar e instalada um ditadura!!!

VIVA a DEMOCRACIA, com seus problemas e acertos!!!

Ronaldo Sempre Na Luta

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

50 anos do golpe militar.



Baixada Fluminense: 50 anos do golpe militar. 31 de março 1964/2014.

Local: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro -  Campus de Nova Iguaçu
Data: dia 31 de março de 2014.
Organizador: Prof. Jean Rodrigues Sales

MESAS COM PÓS-GRADUANDOS (13:30 às 17:45)

Mesa 1 - 13:30 - 15:30

Felipe Augusto dos Santos Ribeiro. (Doutorando em História, Política e Bens 
Culturais -  CPDOC/FGV). "A hidra comunista é igual a fênix": os trabalhadores rurais e têxteis de Magé nos processos do acervo Brasil Nunca Mais.
Allofs Batista Daniel (mestrando em História – UNIRIO). Ditadura civil-militar: O caso dos prefeitos de Nova Iguaçu - 1964 -1975.

Adriana da Silva Serafim (Mestre em história – UFRRJ). Conflitos hierárquicos e disputas políticas na Diocese de Nova Iguaçu em tempos de abertura política - (1982).

Adriana Maria Ribeiro (Mestre em História pela UFRRJ). Atuações de esquerda na Baixada Fluminense no curso da transição política (1975-1985).

Mesa 2 – 15:45 – 17:45

Gabriel do Nascimento (Mestrando em História- UERJ). O povo de deus assume a caminhada: a relação política da diocese de nova Iguaçu com as classes populares na década de 1960 e 1970.

ABNER F. SÓTENOS. (Mestre em história–UFRJ). Sob o olhar e o julgamento da repressão: a visão da Comunidade de Informação a respeito da atuação política da Igreja Católica e do Movimento de Amigos de Bairros (MAB) em Nova Iguaçu (1968-1982).

Alexander de Souza Gomes. (Mestre em História – UERJ). Religião e Política: atuação das pastorais sociais da Igreja de Nova Iguaçu no contexto da Ditadura Civil-Militar.

Luiz Anselmo Bezerra (Mestre em História – UFF). Interferência militar, jogo do bicho e poder local na Baixada Fluminense.   

MESA DE DEBATE (19:00)

Trabalhadores urbanos e rurais da Baixada Fluminense no período ditatorial.

Dr. José Ricardo Ramalho (UFRJ)

Dra. Leonilde Sérvolo de Medeiros (UFRRJ)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Abaixo a Rede Globo!



www.viomundo.com.br

A Globo, afinal, cospe no golpe em que comeu e engordou

31 de agosto de 2013 | 

por Fernando Brito, no Tijolaço

O Globo divulgou neste sábado à tarde um comunicado, em que reconhece que seu apoio ao Golpe de 64 foi um erro.

“Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura. 
Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.”

Não foi um erro, não.

Foi um crime, e deste crime as Organizações Globo beneficiaram-se lautamente, ao ponto de fazer com que a fortuna dos três herdeiros do capo Roberto Marinho constitua-se na maior do Brasil e uma das maiores do mundo.

Nenhum militar dos que tenham feito e servido à ditadura tem sequer um milésimo do que o regime deu aos Marinho.

Portanto, começemos assim, chamando as coisas pelo que elas são. Não erro, não “equívoco”.

Crime. Contra a democracia, contra o voto popular, contra a vida de milhares de cidadãos mortos pela ditadura que a Globo ajudou a fazer e a sustentar, e ganhando muito, muito, muitíssimo dinheiro com isso.

Esse dinheiro, certamente, a Globo não considera um “erro”, pois não?

Pois seu império nasceu ali, junto com a ditadura, com um negócio ilegal que o regime ditatorial tolerou e acobertou: a associação com o grupo Time e as fartas verbas que os EUA destinavam a evitar o “perigo comunista”, colocando a nascente e poderosa mídia, a televisão, nas mãos amigas de “gente confiável”.

A Globo usou esse poder. Em condições ilegais perante o Código Brasileiro de Telecomunicações que proibia a concentração de emissoras em todo o país nas mãos de um só grupo empresarial, comprou televisões em todo o Brasil, dissimulando-as na condição de “afiliadas”, quando são verdadeiras sucursais do grupo, presas inteiramente a seu comando e estratégia de negócios.

Para isso, lambeu as botas da ditadura e serviu-lhe de instrumento despudorado de propaganda.

O que seu editorial de hoje diz, ao procurar desvincular-se do horror da tortura e da morte, ao falar de como Roberto Marinho protegia “seus comunistas” é de uma indignidade sem par. Ou vamos entender que aquele que não era seu empregado poderia bem morrer sob seu silêncio, ou vamos entender que aqueles profissionais, que trabalhavam e contribuíam para o sucesso da empresa, merecem ser exibidos como “gatinhos de estimação”, gordos e protegidos, e “livres da carrocinha” que laçava outros pelas ruas deste país.

A Globo nunca teve vergonha de, nas palavras de seu Füher, “usar o poder” de que dispunha em benefìcio dos políticos e governantes de sua predileção, durante e depois do período militar.

Patrocinou a Proconsult contra Brizola. Manipulou o debate de 89 em favor de Collor e contra Lula. Apoiou desavergonhadamente a eleição de Fernando Henrique Cardoso, encobrindo-lhe a escapada conjugal desastrada, somando-se à manipulação eleitoral da nova moeda, promovendo a dilapidação das empresas pertencentes ao povo brasileiro,  apoiando e dando legitimidade à vergonhosa corrupção que envolveu a aprovação da proposta de reeleição em causa própria.

Quem quiser provas disso, leia O Príncipe da Privataria, que chegou este final de semana às livrarias.

A autocrítica, que nos homens de bem é uma virtude e um momento a ser louvado, na Globo é apenas o que ela é: interesse em dinheiro transformado em sabujice.

Percebeu que o projeto Lula-Dilma não pode ser derrotado, malgrado todas as suas tentativas, e lança estes “mea culpa” fajutos para se habilitar – ainda mais, ainda mais! – aos dinheiros públicos do Governo, vício incorrigível de seu ventre dilatado e enxundioso.

Tudo na Globo é falso, como tive a honra de escrever há quase 20 anos para Leonel Brizola em seu famoso “direito de resposta” à Globo.

Nem o coro que diz que “voltou às ruas” – ele nunca saiu! – não é esse: é “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Porque o povo, que não é bobo, pode perdoar aqueles que erraram e mudaram sinceramente de atitude ao perceber seu erro.

A Globo, não.

Comeu cada côdea do rico pão que o regime lhe deu e só mudou de lado quando as ruas, inundadas pelas “Diretas-Já” tornaram o regime uma sombra em ruínas.

Seus jovens executivos, que planejaram este ato de contrição fajuto, com todos as suas melosidades e senões, são apenas pequenos maquiadores deste monstro que acanalhou a vida brasileira e que vai ter um fim mais rápido e ruidoso do que muitos imaginam.

Porque o povo não é bobo, sabe que a Globo é um cancro que precisa ser extirpado da vida brasileira.

E é por isso que grita o que a Globo não pode confessar:

Abaixo a Rede Globo!

Luther King tinha um sonho. Obama tem um drone.




| 04/09/2013 | 


Luther King tinha um sonho. Obama tem um drone.

Muita gente em todas as partes do mundo se iludia com a eleição de Obama em 2008. Também pudera: depois dos anos tenebrosos com Bush, qualquer coisa seria um alívio. Obama então apresentou um cardápio sedutor de promessas que, sabia-se, eram inaplicáveis para o establishment norte-americano. E ele logo se revelou uma farsa.

Por Jeferson Miola

A cada dia se conhece com melhores detalhes a espionagem que os EUA promovem no Brasil e em outros países. Uma ação que agride as soberanias das nações e que tem antes estratégicos interesses comerciais e econômicos que qualquer preocupação com a segurança contra o terrorismo.

E a cada dia fica mais notável o quão abjeto é o papel desempenhado por Obama, somente equiparável àquele desempenhado pelos poderosos mais abomináveis da história humana.

Obama é prova do desvirtuamento do Prêmio Nobel da Paz. Ele é o Senhor das Guerras. O senhor de todas as guerras; o promotor das guerras que destroem nações, culturas, vidas e futuro. Guerras feitas em nome do domínio e da expansão do poder imperial dos EUA no mundo, mas cinicamente batizadas de “humanitárias”. A espionagem é a dimensão cibernética da guerra total que Obama promove.

A entrega do Nobel da Paz a ele é desmoralizante, feita para legitimar sua condição de gendarme do mundo. A concessão desse título não deixa de ser uma espécie de condecoração do crime. Com estilo e glamour.

Como observa o filósofo norte-americano Cornel West, “os legados de Luther King e Obama são o oposto. Um é sigilo, falsidade e drones. O outro, sonhos, verdade e justiça. Luther King disse ‘I have a dream’ [Eu tenho um sonho], enquanto Obama diz ‘I have a drone’ [Eu tenho um drone]” [Entrevista FSP, 24/08/2013].

Obama comete crimes de guerra com a prática terrorista de disparar drones [aviões não tripulados, carregados de armamento e guiados por controle remoto] contra adultos e crianças inocentes por ele consideradas “terroristas”.

Do alto da arrogância imperial, diz que preside a “democracia mais antiga do mundo ocidental” [sic] e, por isso, se arvora o direito de guardião da democracia mundial que pode atacar covardemente qualquer país, mesmo com a reprovação da ONU e da população mundial. A Síria é a aventura da hora.

Muita gente em todas as partes do mundo se iludia com a eleição de Obama em 2008. Também pudera: depois dos anos tenebrosos com Bush, qualquer coisa seria um alívio. Obama então apresentou um cardápio sedutor de promessas que, sabia-se, eram inaplicáveis para o establishment norte-americano.

Ele logo se revelou uma farsa. Uma farsa que, considerada a dimensão imperial do poder que exerce, transforma o mundo e a vida humana numa tragédia. Como no teatro do absurdo, Hollywood [a indústria estadunidense da hegemonia ideológica] deu o Oscar para o filme “Argo”, que é uma apologia do heroísmo belicista norte-americano [o bem] contra o “islã” [o mal]. Glamour e simbologia abundaram: a primeira-dama Michele Obama anunciou a premiação diretamente da Casa Branca.

Obama tem o comportamento de um criminoso de guerra tão cruel, tirânico e terrorista quanto os ditadores e terroristas que diz combater. Qual a diferença entre as mortes de pessoas inocentes provocadas por ele daquelas provocadas pela Al Qaeda?

Os EUA, como a “democracia mais antiga do mundo ocidental” têm um sistema judicial próprio – Guantánamo – para empregar contra os inimigos. Eles, entretanto, não se submetem às leis, tratados e normas internacionais, e rechaçam o Tribunal Penal Internacional, para não terem suas barbaridades julgadas e condenadas.

Se os EUA aplicassem para si os mesmos princípios que adotam para os inimigos que cometem os mesmos crimes terroristas, seu Presidente e muitas autoridades do governo estariam purgando no inferno de Guantánamo.

Obama é um tipo de personagem que consegue a proeza de justificar o totalitarismo e o terrorismo de Estado em nome da democracia. Ele hoje não faz nenhuma questão de ostentar a falsa aparência política liberal da primeira campanha eleitoral. Assumiu de corpo, alma, consciência e voz, a face mais dura e dramática que o império e seu déspota na titularidade do cargo podem assumir.

*Jeferson Miola é analista político.

domingo, 23 de junho de 2013

Partidos de esquerda e movimentos se reúnem por agenda ampla.



Partidos de esquerda e movimentos se reúnem por agenda ampla

EM BUSCA DA CONSOLIDAÇÃO DE UMA UNIDADE AMPLA, PARTIDOS DE ESQUERDA E ENTIDADES SINDICAIS E REPRESENTANTES DE MOVIMENTOS SOCIAIS SE REUNIRAM NA NOITE DE SEXTA-FEIRA (21), EM SÃO PAULO. 

EXAMINARAM A CONJUNTURA MARCADA PELAS MANIFESTAÇÕES DAS DUAS ÚLTIMAS SEMANAS E DERAM PASSOS PARA UNIFICAR UMA AGENDA DE LUTAS.

POR MARIANA VIEL, DA REDAÇÃO DO VERMELHO

A plenária ocorre em meio a uma onda de manifestações populares que tomaram as ruas de todo o país, mas que nos últimos dias foram infiltradas por forças reacionárias e grupos de vândalos que tentam se apropriar e desvirtuar o caráter democrático dos protestos.

A reunião teve a participação de 76 entidades que representam os movimentos sindicais e sociais brasileiros, entre eles, o Movimento Sem Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União da Juventude Socialista (UJS), a Marcha Mundial de Mulheres, o Levante Popular da Juventude, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Também integraram as discussões representantes do PT, PCdoB, PSTU, Psol, PCO, PCB, PSB e PPL. 

O encontro foi marcado pela necessidade de os movimentos sociais e de os partidos progressistas – legítimos representantes do povo brasileiro – politizarem as discussões e levarem para as ruas as reais agendas da classe trabalhadora. Para o vereador paulistano e presidente do PCdoB no estado de São Paulo, Orlando Silva, as novas formas de mobilizações e iniciativas da juventude reafirmam que só há conquistas com lutas. “Creio que foi importante a iniciativa do prefeito de SP, Fernando Haddad, de recuar e rever o reajuste da tarifa do transporte e creio que a unificação de um programa de luta comum pode ser importante para impulsionar avanços nos vários movimentos do Brasil, a começar pelo governo da presidenta Dilma. Se houve um levante, uma rebelião, uma revolta da dimensão que o Brasil viu é porque valeram muito as conquistas até aqui, mas o povo, os trabalhadores e a juventude querem mais.” 

O dirigente comunista disse que assim como a pauta da melhoria do transporte, as forças progressistas e os movimentos organizados devem abordar também a questão da moradia, da reforma urbana, da necessidade de se avançar no ritmo da reforma agrária, do financiamento público de campanhas eleitorais e a reivindicação de 10% do PIB do país para a educação. “Creio que uma primeira tarefa é fechar uma agenda comum. Em segundo lugar é replicar nos estados plenárias como estas que podem agrupar e articular para que possamos ter consequência, mobilização nata e novas conquistas.” 

Em sua intervenção, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que independentemente dos matizes ideológicos de cada entidade ou partido é necessário buscar os pontos que identificam todos com as lutas do povo nas ruas. O dirigente do PSTU, José Maria de Almeida, defendeu os movimentos que estão nas ruas, mas lembrou que esse processo deve ser dirigido pela classe trabalhadora e suas pautas. “Vamos cobrar nossas reivindicações dos governos municipais, estaduais e do governo federal.” 

Em entrevista ao Vermelho, Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, falou que as forças de esquerda devem assumir um calendário conjunto de ações que os coloquem como o verdadeiro protagonista dessas insatisfações, já que elas têm forte acúmulo em relação a essas lutas e demandas populares. João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST e da Via Campesina, disse que os movimentos e partidos devem continuar orientando suas bases para que elas participem das mobilizações. 

“Devemos pautar o que são os nossos 20 centavos. Devemos continuar estimulando que a nossa turma vá para a rua, que é um espaço de democracia, mas levando as nossas bandeiras. O problema que está deixando todo mundo atônito é que as massas que estão na rua agora são majoritariamente formadas por uma juventude desorganizada, sem direção política e que não tem claro o que quer e, evidentemente, que os setores direitistas organizados também fazem análise de conjuntura e estão fazendo essa mesma leitura.” 

A coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, Nalu Faria, avaliou que vivemos inegavelmente uma década com ganhos da classe trabalhadora, mas disse que as conquistas são insuficientes e que o governo iria entrar em um processo de crise se não conseguisse avançar nas mudanças estruturais. “O que está nas ruas é um sentimento de mudança de modelo. Acho que é o momento de nós realmente disputarmos essas mudanças de modelo e para isso a importância de recompor uma ampla articulação da classe trabalhadora e nossas bandeiras unitárias.”

Também em entrevista ao Vermelho, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, alertou que o Brasil já conhece experiências anteriores em que a direita tenta se apossar de movimentos populares e transformá-los em um movimento contra as instituições democráticas. “Para mim, o que reúne hoje tantas tendências de opiniões com concepções e pautas diferentes é a defesa da democracia brasileira e o direito de livre manifestação e expressão – que está comprometido à medida que as pessoas vão para as ruas e sofrem ameaças físicas e agressões. Acho importante que nesse momento a gente faça uma defesa da democracia brasileira.” 

Pronunciamento:

As discussões da plenária foram interrompidas para o pronunciamento, em cadeia de rádio e televisão, da presidenta Dilma Rousseff, que conclamou governadores, prefeitos, movimentos sociais e líderes das manifestações para produzirem mais mudanças que beneficiem, segundo ela, melhor e mais rápido, todos os brasileiros e brasileiras.

A mandatária legitimou o movimento pacífico por propor e exigir mudanças. “As manifestações desta semana trouxeram importantes lições. As tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor das manifestações para produzir mais mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.”

Dilma foi aplaudida por todos os representantes de movimentos e partidos presentes no encontro quando reafirmou a importância de seu projeto que destina 100% dos royalties do petróleo na aplicação, exclusiva, à educação, e na vinda de médicos estrangeiros para atuarem na saúde do país.

A presidenta da UNE, Vic Barros, ressaltou a identificação das pautas que unificam o conjunto da população brasileira. “Temos hoje a possibilidade de unificar uma agenda de lutas, de unificar uma extensa pauta de todos aqui presentes seja na luta por reformas democráticas que possibilitem uma nova arrancada de desenvolvimento para o nosso país, uma reforma política que garanta o financiamento público de campanha e mais participação popular nos espaços democráticos de decisão. Também é o momento de erguer pautas como a reforma urbana, como um sistema nacional de transporte que contemple a necessidade do povo da periferia e da juventude e também é o momento de escancarar a necessidade de democratizar os meios de comunicação de massas em nosso país, sabendo que o que a gente quer é radicalizar a liberdade de expressão no Brasil.”

O secretário nacional sindical do PCdoB e membro da direção nacional da CTB, Nivaldo Santana, avaliou que o encontro foi plural, amplo e bastante representativo. Ele pontuou que uma das preocupações mais importantes da plenária foi valorizar a mobilização dos estudantes e manifestantes e a condenação de grupos de extrema direita que procuraram instrumentalizar essas manifestações com violência contra o patrimônio público e privado, que descaracterizam a natureza pacífica das mobilizações. 

“Foi reforçada a necessidade das forças políticas democráticas e progressistas manterem a unidade e defenderem que os partidos políticos e entidades organizadas tenham o direito de participar das mobilizações. Os próximos passos do movimento serão debatidos pelas diferentes entidades.”

Ele explicou que na próxima terça (25) as centrais sindicais irão se reunir para procurar construir um documento base de reivindicações, sintonizadas com o movimento de rua, e definir um plano de ação para o próximo período.

A plenária marcou uma nova reunião para a próxima terça (25), às 19 horas, no Sindicato dos Químicos de SP. João Paulo Rodrigues, da coordenação do MST, disse que a análise das forças políticas das mais de 70 entidades que participaram da plenária avançou na necessidade da classe trabalhadora integrar as mobilizações e unificar as agendas de cada entidade e partido para a construção de uma pauta mais unitária. “Houve um esforço de cada organização ir para dentro das suas entidades, fazer uma reflexão política e tentar na próxima semana construir uma agenda que nos dê unidade e um calendário de mobilizações pelo país afora.”

'PSDB e DEM estão por trás das agressões a militantes', diz presidente do PSTU.



'PSDB e DEM estão por trás das agressões a militantes', diz presidente do PSTU.


Você estava achando estranho o silêncio dos partidos PSDB, DEM, PPS e outros de extrema direita, tão acostumado aos holofotes de TVs?


Os episódios de agressão contra partidos de esquerda e organizações sindicais registrados durante os protestos contra o aumento das tarifas dos transportes públicos nesta semana foram provocados por grupos de extrema direita, como os skinheads, instrumentalizados pelo PSDB e pelo DEM. A afirmação é do presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida.

O dirigente do PSTU diz não ter provas que corroborem a afirmação, mas informou que a prática de 'recrutar radicais para prejudicar movimentos sociais' é comum no meio político. 

José Maria defendeu também os militantes petistas que foram agredidos, que de acordo com ele são de alas à esquerda dentro do PT que criticaram desde o início dos protestos a postura dos governos municipal, de Fernando Haddad (PT), e estadual, do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O partido ainda não tem um balanço nacional de militantes feridos nos atos, mas estima em "dezenas", especialmente nos protestos do Rio de Janeiro.A notícia completa está no Uol

José Maria, está denunciando não por ser "bonzinho", talvez por perceber que o partido a que ele pertence fez lambança, dando chance para o golpe

Quem é contra o golpe do retrocesso? Vamos à luta nas redes para dar respostas às perguntas.


Quem é do campo político progressista, é hora de parar com picuinhas, de "viajar na maionese", de "discutir a relação" depois, de parar de apenas filosofar sobre fenômenos, e entender que há um golpe em jogo querendo capturar descontentamentos para dar o golpe do retrocesso contra as grandes conquistas populares dos últimos anos e das que estão por vir.

É hora de cada um marcar presença ativamente nas redes sociais, na pauta do que o Brasil tem a perder no presente e no futuro com um retrocesso golpista (em vez da livre participação democrática). E hora de estarmos cada vez mais presentes nos debates de quais os caminhos para avançar, com bons argumentos.

Afinal a quem interessa criar uma crise de uma hora para outra, quando o Brasil mostra uma resistência invejável à crise internacional, com um povo e um governo que mata um leão por dia para construir um futuro melhor, conquistar empregos, melhorar de vida, realizar conquistas, vencer os seculares problemas de pobreza e vícios políticos, para manter um projeto de desenvolvimento nacional conquistado a duras penas? É claro que só interessa à antigos privilegiados que gostavam do Brasil do passado separado em casa grande e senzala.

Prova disso foi a depredação de símbolos do estado de bem-estar social como escolas e postos de saúde públicos.

Há muita gente, nova ou não, procurando respostas nas redes sociais e recebendo muita informação mal intencionada. Precisamos travar esse debate com mais intensidade para mostrar o outro lado da informação. Agora não adianta só reclamar da Globo, temos que enfrentá-la, continuar desmascarando, e esse enfrentamento imediato é no debate pela informação nas redes, onde está sendo travado.
Fonte: Blog amigos do presidente Lula.

Agora é oficial: Rede Golpe assume o papel de porta-voz de Aécio Neves.




No Jornal Nacional do sábado uma cena inusitada:

Willian Bonner narrando o teor de uma nota insossa escrita pelo presidente do PSDB, Aécio Neves, a respeito do pronunciamento de Dilma. Citou também outra nota do presidente do DEMos, José Agripino.

TV é imagem. Só seria importante levar ao ar, se os dois demotucanos tivessem falado em entrevista.

Uma nota pró-forma, sem nada de impacto, não tem valor jornalístico para justificar ser divulgada pelo apresentador do telejornal.

Assim, Bonner vira porta-voz de Aécio Neves (e de José Agripino).

A ausência de Aécio querer mostrar a cara, mostra duas coisas:

1) Ele está se abstendo de mostrar liderança. Está com medo de aparecer e ser identificado com a rejeição popular das últimas manifestações às oligarquias políticas. Quer ser esquecido por estes dias.

Vai que ele mostra a cara na TV e vira "muso" do bafômetro numa destas passeatas? Melhor mandar o fiel escudeiro Bonner ler uma notinha.

2) O discurso de Dilma acertou no alvo. Se Aécio aparecesse na TV, teria que referendar a presidenta, pois criticá-la fora de uma nota escrita, passaria a imagem que estaria contra o que ela propôs e que foi de encontro aos anseios populares.


Balanço final: Dilma cresceu como liderança. Aécio encolheu.