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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Abaixo a Rede Globo!



www.viomundo.com.br

A Globo, afinal, cospe no golpe em que comeu e engordou

31 de agosto de 2013 | 

por Fernando Brito, no Tijolaço

O Globo divulgou neste sábado à tarde um comunicado, em que reconhece que seu apoio ao Golpe de 64 foi um erro.

“Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura. 
Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.”

Não foi um erro, não.

Foi um crime, e deste crime as Organizações Globo beneficiaram-se lautamente, ao ponto de fazer com que a fortuna dos três herdeiros do capo Roberto Marinho constitua-se na maior do Brasil e uma das maiores do mundo.

Nenhum militar dos que tenham feito e servido à ditadura tem sequer um milésimo do que o regime deu aos Marinho.

Portanto, começemos assim, chamando as coisas pelo que elas são. Não erro, não “equívoco”.

Crime. Contra a democracia, contra o voto popular, contra a vida de milhares de cidadãos mortos pela ditadura que a Globo ajudou a fazer e a sustentar, e ganhando muito, muito, muitíssimo dinheiro com isso.

Esse dinheiro, certamente, a Globo não considera um “erro”, pois não?

Pois seu império nasceu ali, junto com a ditadura, com um negócio ilegal que o regime ditatorial tolerou e acobertou: a associação com o grupo Time e as fartas verbas que os EUA destinavam a evitar o “perigo comunista”, colocando a nascente e poderosa mídia, a televisão, nas mãos amigas de “gente confiável”.

A Globo usou esse poder. Em condições ilegais perante o Código Brasileiro de Telecomunicações que proibia a concentração de emissoras em todo o país nas mãos de um só grupo empresarial, comprou televisões em todo o Brasil, dissimulando-as na condição de “afiliadas”, quando são verdadeiras sucursais do grupo, presas inteiramente a seu comando e estratégia de negócios.

Para isso, lambeu as botas da ditadura e serviu-lhe de instrumento despudorado de propaganda.

O que seu editorial de hoje diz, ao procurar desvincular-se do horror da tortura e da morte, ao falar de como Roberto Marinho protegia “seus comunistas” é de uma indignidade sem par. Ou vamos entender que aquele que não era seu empregado poderia bem morrer sob seu silêncio, ou vamos entender que aqueles profissionais, que trabalhavam e contribuíam para o sucesso da empresa, merecem ser exibidos como “gatinhos de estimação”, gordos e protegidos, e “livres da carrocinha” que laçava outros pelas ruas deste país.

A Globo nunca teve vergonha de, nas palavras de seu Füher, “usar o poder” de que dispunha em benefìcio dos políticos e governantes de sua predileção, durante e depois do período militar.

Patrocinou a Proconsult contra Brizola. Manipulou o debate de 89 em favor de Collor e contra Lula. Apoiou desavergonhadamente a eleição de Fernando Henrique Cardoso, encobrindo-lhe a escapada conjugal desastrada, somando-se à manipulação eleitoral da nova moeda, promovendo a dilapidação das empresas pertencentes ao povo brasileiro,  apoiando e dando legitimidade à vergonhosa corrupção que envolveu a aprovação da proposta de reeleição em causa própria.

Quem quiser provas disso, leia O Príncipe da Privataria, que chegou este final de semana às livrarias.

A autocrítica, que nos homens de bem é uma virtude e um momento a ser louvado, na Globo é apenas o que ela é: interesse em dinheiro transformado em sabujice.

Percebeu que o projeto Lula-Dilma não pode ser derrotado, malgrado todas as suas tentativas, e lança estes “mea culpa” fajutos para se habilitar – ainda mais, ainda mais! – aos dinheiros públicos do Governo, vício incorrigível de seu ventre dilatado e enxundioso.

Tudo na Globo é falso, como tive a honra de escrever há quase 20 anos para Leonel Brizola em seu famoso “direito de resposta” à Globo.

Nem o coro que diz que “voltou às ruas” – ele nunca saiu! – não é esse: é “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Porque o povo, que não é bobo, pode perdoar aqueles que erraram e mudaram sinceramente de atitude ao perceber seu erro.

A Globo, não.

Comeu cada côdea do rico pão que o regime lhe deu e só mudou de lado quando as ruas, inundadas pelas “Diretas-Já” tornaram o regime uma sombra em ruínas.

Seus jovens executivos, que planejaram este ato de contrição fajuto, com todos as suas melosidades e senões, são apenas pequenos maquiadores deste monstro que acanalhou a vida brasileira e que vai ter um fim mais rápido e ruidoso do que muitos imaginam.

Porque o povo não é bobo, sabe que a Globo é um cancro que precisa ser extirpado da vida brasileira.

E é por isso que grita o que a Globo não pode confessar:

Abaixo a Rede Globo!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Revolução Bolivariana, salve CHÁVES......






Eu a cada dia que se passa fico com uma impressão mais negativa da vênus platinada e com seus jornalistas e comentaristas que posso mencionar aqui Merval Pereira, Miriam Leitão, Carlos Alberto Sandenberg, Alexandre Maluf Garcia e Demétrio Magnoli, por ser tão parciais em seus pronunciamentos principalmente nas nações e seus governantes que lutam contra o imperialismo norte americano, no qual eles são financiados e apoiados.....pelo capitalismo que mata, destrói vidas no mundo inteiro e provoca doenças em séries em várias partes do planeta como a fome e as guerras patrocinadas pelos ianques no mundo inteiro e não respeitam a liberdade nem autonomia do seus povos. 

Vejo com tremenda tristeza os comentários deles na vênus platinada, em relação a este momento de dor e de luto na américa latina, pela morte do grande líder latino HUGO CHÁVES, que nós temos como uma grande referência socialista e de igualdade social e justiça ao mais fracos deste amado continente!!!!!

Falam com menosprezo e desrespeito pela Revolução Bolivariana, que promoveu uma vida melhor para a sociedade venezuelana e que nós respeitamos!!!!!

Salve Cháves, presente e vivo em milhões de pessoas que acreditam como ele que podemos e seremos livres dos opressores imperialista!!!!!

Ronaldo Sempre Na Luta

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Correa lidera no Equador; adversários querem EUA mais próximo.


Correa lidera no Equador; adversários querem EUA mais próximo.

Eleições estão marcadas para 17 de fevereiro. Enquanto Rafael Correa defende fortalecimento da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) e o 'Socialismo do Bom Viver', os adversários, como o ex-baqueiro Guillermo Lasso e o ex-presidente Lucio Gutiérrez, querem aproximação com os EUA e adesão à Aliança do Pacífico. Duas enquetes indicam vitória de Correa, que teria entre 49% e 63% dos votos.

Juan Manuel Karg*
 
 
Há menos de duas semanas das eleições presidenciais, Rafael Correa lidera as pesquisas de opinião com ampla vantagem, com grandes possibilidades de ser reeleito no primeiro turno. O que podemos esperar de um novo período do candidato da Aliança País?

Diversas pesquisas, reveladas nos últimos 30 dias, dão a Correa uma clara vantagem para o pleito de 17 de fevereiro, pondendo, inclusive, vencer no primeiro turno. 

A empresa privada "Market", em uma enquete realizada em janeiro, dá ao candidato da Aliança País 49% de intenções de voto, seguido por 18% do ex-baqueiro Guillermo Lasso - Movimento Creo - e de 12% do ex-presidente Lucio Gutiérrez. 

Mais distantes, estão Alberto Acosta e Álvaro Noboa, com 6% e 4%, respectivamente. Segundo a empresa "Perfis de Opinião", a brecha é ainda maior, com Correa com 63%. Lasso tem 9%, Gutiérrez, 4%, e Noboa, 2%.

Um tema como as relações internacionais p ode servir para ilustrar as profundas diferenças entre os candidatos. Guillermo Lasso declarou recentemente à Efe que a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América) é um "império do terceiro mundo", e também afirmou que, se vencer, promoverá a entrada do Equador na Aliança do Pacífico. 

Depois, garantiu que, em matéria comercial, dará prioridade à assinatura de acordos com os EUA e a União Europeia. O ex-presidente Lucio Gutiérrez tem uma postura semelhante, e declarou ao canal Ecuavisa que a Alba é um "clube ideológico" e "engraçado". Além disso, chamou Correa de "marionete" de Hugo Chávez.

A proposta do Socialismo do Bom Viver

O programa de governo 2013-2017 de Correa apresenta as "35 propostas para o Socialismo do Bom Viver", cujo principal lema é "governar para aprofundar a mudança". 

Dessa forma, desde a apresentação desse extenso documento (139 páginas), anuncia-se que "a Revolução Cidadã promete aprofundar e radicalizar o seu programa: um canto à justiça, à dignidade, à soberania, ao socialismo e à verdade". 

Retoma, assim, o ideal independentista do Bolívar, Sucre, Manuela Sáenz e Eloy Alfaro Delgado (mencionado na introdução com seu "Nada para nós, tudo para a pátria, para o povo que se fez digno de ser livre").

Mas quais são os pincipais eixos propostos? Para começar, aprofundar a melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e as maiorias populares, demonstrado na diminuição da desigualdade por renda, medida pelo coeficiente de Gini: enquanto em 2006 os 10% mais ricos obtinham 28 vezes a mais do que o 10% mais pobres, em 2011 a brecha diminuiu em 10 vezes. 

Isto se une a uma segunda conquista da Revolução Cidadã, também apresentada no documento: "o resgate do público e a reconstrução de um Estado que tinha sido desmantelado por um neoliberalismo selvagem e a indiferença da burguesia".

No entanto, a proposta da Aliança País vai além. E aqui, sem dúvida, podemos mencionar como antecedentes a ideia do "Socialismo do Século 21" na Venezuela, e o "Socialismo Comunitário do Bom Viver", promovido pelo governo do MAS na Bolívia. 

Vejamos: no capítulo "Princípios e orientações para o socialismo do Bom Viver", o programa de governo de Correa propõe "uma transição para uma sociedade na qual a vida não esteja a serviço do capital ou de qualquer outra forma de dominação. Afirmamos, de modo radical, que a supremacia do trabalho humano sobre o capital é inegociável e que a defenderemos em todos os espaços da vida social onde possa ser vulnerada".

Isto, somado aos esforços por mudar a matriz produtiva; a busca constante da democratização dos meios de produção; o horizonte da soberania energética; as tarefas cotidianas para promover uma verdadeira "economia social"; o chamado a uma revolução do conhecimento; e a construção do poder popular -a partir das bases - como eixos da proposta do "Socialismo do Bom Viver" apresentam uma perspectiva que objetivamente é antagônica ao ideal de Lasso e Gutiérrez.

Definitivamente, no dia 17 de fevereiro acontecerá uma batalha no Equador. Dois projetos de país e de continente vão se enfrentar: um de horizonte emancipador - representado na Alba, experiência chave para entender a mudança política, econômica e social equatoriana, contra uma hipotética nova submissão aos capitais norte-americanos e europeus; e outro representado pela adesão à Aliança do Pacífico (como vimos nas declarações de Lasso e Gutiérrez). 

Um novo triunfo de Correa, com um programa como o apresentado, seria outro claro golpe à política dos EUA em nosso continente, após a rotunda vitória da Revolução Bolivariana em outubro do ano passado.

*Publicado no jornal argentino Marcha. Tradução e divulgação: Telesur