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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Vida e a Obra de Dom Adriano Hipólito.



 De Adriana Serafim

A Baixada Fluminense é um lugar corriqueiramente identificado com adjetivos negativos, porém a criatividade, solidariedade e fé na vida marcam muito mais quem a conhece. Também é uma região que concentra uma população imensa e heterogênea.

D. Adriano Hipólito uma voz na defesa dos direitos humanos.

Nesse território se destaca D. Adriano Hipólito, terceiro bispo da diocese de Nova Iguaçu. Dom Adriano Hypolito nasceu na cidade de São Cristóvão – Sergipe, em 18 de Janeiro de 1918. Aos 14 anos entrou para o Convento dos Franciscanos e foi ordenado Padre em 18 de outubro de 1942, em Salvador. Em novembro de 1962 foi nomeado pelo Papa João XXIII, Bispo Auxiliar de Salvador, participando do Concilio Vaticano II, em Roma, entre 1963 e 1965.

Em 1966 foi nomeado terceiro Bispo da Diocese de Nova Iguaçu – que na aquela época, era formado por sete municípios da Baixada Fluminense – onde atuou por 28 anos. Ao tomar posse propôs um trabalho pastoral que dessa resposta aos problemas da Baixada.

No período em que fez parte da Diocese de Nova Iguaçu, defendeu os direitos humanos, atacando veementemente a ditadura ao lado de bispos como Dom Helder Câmara, Paulo Arns, Waldir Calheiros e Pedro Casaldaliga. E, exatamente por isso, foi sequestrado e torturado pela ditadura militar em 22 setembro de 1976, ocasião em que foi abandonado nu, e pintado de vermelho, no bairro carioca de Jacarepaguá.

As intimidações não cessaram e o semanário litúrgico A Folha, de 29 de maio de 1977, foi falsificado aos milhares e distribuído nas igrejas da Baixada Fluminense e enviado para várias partes do Brasil. No dia 19 de junho do mesmo ano, por determinação do Comandante do 1° Exército, foi cancelada uma conferência sobre Direitos Humanos para a constituição de uma Comissão de Justiça e Paz, que seria realizada no Centro de Formação Líderes – CEFOR, no bairro Moqueta, em Nova Iguaçu.

Além disso, seu clero, família e amigos sofreram várias ameaças. E, embora um jornal denominado Movimento, tenha denunciado um tenente da Vila Militar, até hoje ninguém foi processado e julgado pelos atos covardes praticados contra Dom Adriano.

Dom Adriano faleceu em 10 de agosto de 1996, foi um protetor das minorias, apoiou vários movimentos sociais e é uma referência como defensor dos diretos humanos na Baixada Fluminense e que viveu realmente a opção pelos mais necessitados, como podemos notar com a saudação que o mesmo costumava utilizar para fechar as grandes celebrações:“Viva Jesus Cristo. Viva o nosso Povo sofrido da Baixada Fluminense”.

Na breve biografia sobre D. Adriano constatamos sua atuação como bispo na defesa dos direitos humanos na Baixada através da organização de um trabalho pastoral que desse resposta aos problemas vividos por seu rebanho. Essa atuação se pautou, principalmente, por ações de valorização dos moradores da região.

D. Adriano atuava diretamente cobrando das autoridades intervenção e soluções. A frente da diocese de Nova Iguaçu “acolheu” perseguidos políticos, em alguns casos empregando-os na estrutura diocesana, atuou como articulador de diferentes lideranças dos bairros onde a Igreja estava inserida, o que resultou num dos mais bem sucedidos movimentos populares do Rio de Janeiro, o Movimento Amigos do Bairro – MAB, intervinha junto as autoridades quando havia ocupações urbanas de terrenos para garantir aos sem teto a posse da terra – fato que contrariava o interesse dos loteadores e grileiros.

O bispo atuou com rigor em relação à violência. Quando se tratava dos crimes cometidos pelo Esquadrão da Morte, cobrava diretamente das autoridades a investigação, elucidação dos crimes e punição dos culpados; contrariando a principal ideia propagada de que o esquadrão atuava contra marginais. Promovia debates públicos, pesquisas, organização de arquivos. Enfim, D. Adriano atua no sentido de romper com a estrutura da violência dando voz, lugar e identidade as vítimas daquela modalidade de violência.
Oferecer hoje uma homenagem em sua memória é um ato de reconhecimento por parte do Estado do Rio de Janeiro da importância do seu trabalho como cidadão e religioso. Precisamos divulgar seu legado e dar as gerações o direito de conhecer sua história. Também é importante para a produção de uma historia que forje outra memória sobre a região da Baixada Fluminense valorizando a sociedade civil organizada e aqueles que lutaram na defesa dos direitos humanos.

domingo, 1 de junho de 2014

Barbosa cometeu abusos contra desafetos e protegeu aliados da Globo.



Publicado em 29 de maio de 2014 às 21:17

Barbosa protagonizou falso moralismo que comprometeu o CNJ.

Luis Nassif, no GGN

O anúncio da aposentadoria do Ministro Joaquim Barbosa livra o sistema judicial de uma das duas piores manchas da sua história moderna.

O pedido de aposentadoria surge no momento em que Barbosa se queima com os principais atores jurídicos do país, devido à sua posição no caso do regime semiaberto dos condenados da AP 470. E quando expõe o próprio CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a manobras pouco republicanas. E também no dia em que é anunciada uma megamanifestação contra seu estilo ditatorial na frente do STF.

A gota d’água parece ter sido a PEC 63 – que dispõe sobre o aumento do teto salarial da magistratura.

Já havia entendimento no STF que corregedor não poderia substituir presidente do CNJ na sua ausência. Não caso da PEC 63 – que aumenta o teto dos magistrados – Barbosa retirou-se estrategicamente da sessão e colocou o corregedor Francisco Falcão na presidência. Não apenas isso: assumiu publicamente a defesa da PEC e enviou nota ao Senado argumentando que a medida seria “uma forma de garantir a permanência e estimular o crescimento profissional na carreira”.

O Estadão foi o primeiro a dar a notícia, no dia 21. À noite, Barbosa procurou outros veículos desmentindo a autoria da nota enviada ao Senado ou o aval à proposta do CNJ.

Ontem, o site do CNJ publicou uma nota de Barbosa, eximindo-se da responsabilidade sobre a PEC.

O ministro ressalta que não participou da redação do documento, não estava presente na 187ª Sessão Ordinária do CNJ no momento da aprovação da nota técnica, tampouco assinou ofício de encaminhamento do material ao Congresso Nacional.

A manipulação política do CNJ

Não colou a tentativa de Barbosa de tirar o corpo do episódio. É conhecido no CNJ – e no meio jurídico de Brasília – a parceria estreita entre ele e o corregedor Francisco Falcão.

É apenas o último capítulo de um jogo político que vem comprometendo a imagem e os ventos de esperança trazidos pelo CNJ.

Para evitar surpresas como ocorreu no STF – no curto período em que Ricardo Lewandowski assumiu interinamente a presidência -, Barbosa montou aliança com Falcão. Em sua ausência, era Falcão quem assumia a presidência do órgão, embora a Constituição fosse clara que, na ausência do presidente do CNJ (e do STF) o cargo deveria ser ocupado pelo vice-presidente – no caso Ricardo Lewandowski.

Muitas das sessões presididas por Falcão, aliás, poderão ser anuladas.

Com o tempo, um terceiro elemento veio se somar ao grupo, o conselheiro Gilberto Valente, promotor do Pará indicado para o cargo pelo ex-Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

Com o controle da máquina do CNJ, da presidência e da corregedoria, ocorreram vários abusos contra desafetos. Os presos da AP 470 não foram os únicos a experimentar o espírito de vingança de Barbosa.

Por exemplo, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Félix Fischer é desafeto de Falcão e se candidatará ao cargo de Corregedor Geral quando este assumir a presidência do STJ.

De repente, Fischer é alvejado por uma denúncia anônima feita diretamente a Joaquim Barbosa, de suposto uso de passagens aéreas para levar a esposa em viagens internacionais. O caso torna-se um escândalo público e o conselheiro Gilberto Martins é incumbido de investigar, na condição de corregedor interino .

Passa a exigir, então, o detalhamento de todas as viagens oferecidas pelo STJ a ministros, mulheres de ministros e assessores. A investigação é arquivada por falta de fundamentos mas, àquela altura, o nome de Fischer já estava lançado na lista de escândalos.

A contrapartida de Falcão foi abrir uma série de sindicâncias contra desembargadores do Pará, provavelmente adversários de Gilberto Martins.

Nesse jogo de sombras e manobras, Barbosa foi se enredando em alianças e abandonando uma a uma suas bandeiras moralizadoras.

Sua principal agenda era combater o “filhotismo”, os escritórios de advocacias formado por filhos de ministros.

Deixou de lado porque Falcão, ao mesmo tempo em que fazia nome investindo-se na função de justiceiro contra as mazelas do judiciário, tem um filho – o advogado Djaci Falcão Neto – que atua ostensivamente junto ao STJ (mesmo quando seu pai era Ministro) e junto ao CNJ, inclusive representando tribunais estaduais. Além de ser advogado da TelexFree, organização criminosa que conseguiu excepcional blindagem no país, a partir da falta de ação do Ministro da Justiça.

Por aí se entende a razão de Falcão ter engavetado parte do inquérito sobre o Tribunal de Justiça da Bahia que envolvia os contratos com o IDEP (Instituto Brasiliense de Direito Público), de Gilmar Mendes.

E, por essas estratégias do baixo mundo da política do Judiciário, compreende-se porque Barbosa e Falcão crucificaram o adversário Fischer, mas mantiveram engavetado processo disciplinar aberto contra o todo-poderoso comandante da magistratura fluminense, Luiz Sveiter, protegido da Rede Globo.

Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/nassif-barbosa-protagonizou-falso-moralismo-e.html

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Amanhã Lindberg Farias em Nova Iguaçu.



Galera: confirmado no sábado dia 31/05/2014, o senador Lindberg Farias, estará em Nova Iguaçu, novamente para uma série de atividades às 13h30, com o vereador Arthur LEGAL do PT no bairro Caioaba, referência: ponto do ônibus da rua Antônio Cunha, Estrada de Iguaçu, depois das Tintas Águias ou em frente a farmácia Viva Mais.

Convidamos os militantes do PT, simpatizantes e filiados, para esta caminhada com o nosso futuro governador do Rio de Janeiro o pré candidato Lindberg Farias, venham participar junto conosco sua presença é fundamental e importante Nova Iguaçu na onda vermelha, venham com sua camisa do PT e bandeiras, para realizarmos uma linda e bela festa do PT.

Ronaldo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Convite: É hoje mais uma etapa da Caravana da Cidadania do PT - RJ em Mesquita e Nilópolis.



CARAVANA DA CIDADANIA DO PT, COM SENADOR LINDBERG FARIAS. 

MESQUITA – SEXTA FEIRA – 14/FEV

17h – Reunião na ASSIDEF – Pessoa com Deficiência.
Local: Rua Tenente PM Aldir Soares Adriano, 507 – Centro (Rua do 20º. Batalhão da PM) – Mesquita.

19h – Encontro com Lideranças.
Local: Câmara Municipal de Mesquita.
Av. União, s/n / Centro.

NILÓPOLIS – SÁBADO – 15/FEV 

10h – Encontro com Lideranças.
Local: Comunidade Santo Antônio.
Rua Ernesto Cardoso – Centro – Esquina Av. Getúlio Vargas.

Ronaldo - Sempre Na Luta.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PT completa 34 anos e volta a ser valente.




por Fábio Serapião — publicado 11/02/2014 05:59 - Carta Capital.
  
A depender dos discursos proferidos na noite de segunda-feira durante comemoração dos seus 34 anos de fundação, o Partido dos Trabalhadores (PT) aparenta ter decidido retomar a valentia esquecida após a chegada ao poder.

Sob um clima não tão leve como se esperava para uma festa, os convidados mais ilustres do aniversário – a presidenta Dilma Roussef, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, e o presidente nacional da sigla, Rui Falcão – dispararam ataques (diretos e indiretos) a seus principais adversários.

O partido parece ter sido chamado às falas por Lula. Em discurso durante evento de lançamento da pré-campanha de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo na última sexta-feira(reprisado no evento), o ex-presidente já com um pouco da sua antiga barba conclamou a militância a defender as bandeiras e os feitos petistas na direção do país.

"Não fizemos tudo que poderíamos ter feito, mas vamos fazer ainda mais. Entendemos mais de povo que os tucanos e ninguém fez mais por esse País do que o Partido dos Trabalhadores".

Foi além. Apontou para a possibilidade dos discursos em defesa do partido mirarem, inclusive, o Supremo Tribunal Federal e a toga de seu presidente Joaquim Barbosa. No domingo, reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, já explicava que a barba e o tom do discurso de Lula eram parte da estratégia petista de responder com ataques às investidas da oposição e de possíveis inimigos contra as conquistas dos governos Lula e Dilma.

O que se viu no palco do Grande Auditório do Anhembi foi a ordem do mestre seguida à risca pelos designados para a artilharia petista. Como cereja do bolo, o discurso da presidenta Dilma encerrou o evento sem poupar uma palavra de exaltação às conquistas dos governos Lula e do seu mandato até aqui. Classificou como “pessimistas” os críticos dos resultados da política econômica do governo e de “caras de paus” os crentes no fim do ciclo petista no comando do governo federal.

"Eles teimam, teimam mesmo, em não enxergar que estamos conseguindo construir esse novo Brasil, sem abdicar dos nossos compromissos com a solidez dos fundamentos macroeconômicos, com controle da inflação, equilíbrio das contas públicas, e fazendo a dívida líquida do setor público cair", afirmou.

De forma bem discreta, Dilma ainda reservou um pedacinho dos seus 40 minutos de discurso para lembrar os condenados no julgamento do Mensalão ao afagar a militância "solidária com todos aqueles que concorreram ou concorrem a cargos, mas solidária especialmente com companheiros que mais precisam dela, com companheiros nas situações mais difíceis".

Pouco antes da fala da presidenta, integrantes da corrente O Trabalho haviam interrompido o discurso de Rui Falcão para pendurar um faixa pedindo a anulação do julgamento da AP 470. A manifestação de apoio foi feita ao som de “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro.” Essa interrupção do discurso do presidente do PT foi a primeira de duas. Na segunda, o motivo foi Eduardo Suplicy. Ao perceber o senador sentado na plateia, a militância começou a gritar pedindo que ele ocupasse uma das cadeiras da mesa principal.

Quando o coro impediu sua fala, Falcão informou ser ele, Suplicy, quem havia escolhido sentar ali, estando a mesa principal à sua disposição (será que a vaga ao Senado também?). Tão logo ouviu a afirmação, Suplicy saltou para cima do palco e ocupou um espaço ao lado do prefeito Fernando Haddad. O prefeito, vale constar, foi vaiado por um pequeno grupo ligado ao movimento de moradia na capital.

Mesmo interrompido por duas vezes, Rui Falcão utilizou quase todo o tempo de seu discurso para defender o partido, seus integrantes e atacar adversários e críticos do governo. Para os dois principais nomes da oposição, Falcão criou apelidos. Aécio foi transformado em “neopassadismo” e Eduardo Campos em “novovelhismo”.

Segundo ele, juntos, os dois “são parte de um mesmo corpo” e se diferenciam apenas nos personagens. Aécio e seu PSDB seriam ansiosos pela volta de “dinossauros”, os quais o “povo tem enxotado, seguidamente, pelo voto”. Já os “novovelhistas”, ligados ao governador de Pernambuco, são “falsos novos” que sonham poder “fascinar os brasileiros”.

Antes de disparar contra o Supremo Tribunal Federal, o presidente do agora valente PT afirmou ainda que o partido não nasceu para apanhar calado e nem “para virar saco de pancadas”. Um dos recados foi para o ministro Gilmar Mendes, destinatário da afirmação de que a Corte não é um partido político, nem uma torcida organizada.

Já muito bem adaptado á fantasia de candidato, o ex-ministro Alexandre Padilha também não deixou a oportunidade passar em branco. Embalado pela militância que o ovacionava, Padilha esbanjou confiança ao cravar que o partido vai ganhar as eleições em São Paulo.

Segundo ele, seus adversários tucanos estão com a “pilha fraca” e o governo de Geraldo Alckmin é “lento”, “acomodado” e “sem coragem”.

Padilha criticou ainda o comportamento, segundo ele, anti-republicano dos tucanos paulistas ao privilegiar cidades comandadas por partidos da base do governo. “O PT vai ganhar em São Paulo para trazer a era republicana para a relação do Palácio dos Bandeirantes com os 645 municípios do estado”.

Que os petistas parecem dispostos a sair da defensiva com os adversários, é fato. Resta saber se a postura será a mesma com os aliados que se apoiam na manutenção governabilidade para inflacionar o valor das alianças. Até agora, apenas o PCdoB, e seu presidente Renato Rabelo, acreditam ser recompensados o bastante a ponto de dar parabéns pessoalmente ao Partido dos Trabalhadores em sua festa de 34 anos de existência.