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sexta-feira, 31 de julho de 2015

"AÇÃO SOCIAL DA TORCIDA YOUNG FLU BAIXADA".










  










Na última quarta feira dia 29/07/15, os integrantes da Torcida Young Flu Baixada, fizeram uma grande ação de amor ao próximo. Se colocaram à disposição para realizar uma linda campanha que visa o amor incondicional aos nossos irmãos e irmãs que estão no momento em uma situação delicada!!!

Fizemos uma distribuição de roupas de frio e também uma deliciosa sopa de ervilha para a população de rua de Nova Iguaçu.

Foi um momento ímpar e emocionante o olhar o semblante das pessoas em receber o carinho, atenção e principalmente o respeito.

Fizemos nossa parte mesmo pequena conseguimos dar a nossa contribuição em auxiliar a quem precisa o nosso semelhante!!!!

É com imenso carinho que agradecemos a contribuição de quem ajudou direto ou indiretamente, essa foi a primeira atividade social nossa nesse ano de 2015, podem esperar que vão vim outras!!!  

Somos sim uma Torcida Organizada!!!
Mais antes de mais nada somos seres humanos sintonizados com o mundo e com a realidade!!!

Estamos animados, empolgados e satisfeitos em fazer o bem sem olhar a quem!!! 

Que Deus possa iluminar e abençoar todos(as), irmãos e irmãs que se encontram nesse momento difícil, para que eles possam superar essas dificuldades da vida!!!

Torcida Young Flu Baixada - 13NCL
Uma paixão em torcida!!!
Sintonizados com a realidade!!!


Ronaldo M. Cerqueira.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Prefeito do PSDB de São Jerônimo da Serra (Paraná) é denunciado no TJ por 73 crimes.



Ação é resultado da Operação Sucupira, que investiga desvio de dinheiro público por políticos e empresários daquela cidade

MARCELO FRAZÃO, DO JORNAL DE LONDRINA

O prefeito de São Jerônimo da Serra (80 km de Londrina), Adir dos Santos Leite (PSDB), foi denunciado no Tribunal de Justiça por 73 fatos criminosos relacionados a desvios de dinheiro público. A denúncia é resultado de investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que no início de agosto prendeu seis pessoas, sendo três vereadores, dois filhos do prefeito, além do próprio chefe do Executivo municipal. Depois, Leite foi libertado com fiança de R$ 6 mil.

O prefeito foi denunciado apenas agora por ter foro privilegiado – ele não pode responder na Justiça local pelas acusações. 
Na semana passada, o Gaeco e o Ministério Público já tinham denunciado criminalmente outras 39 pessoas e agentes políticos por diversos crimes cometidos no esquema.

Veja também:

Família de prefeito de São Jerônimo e outras 56 pessoas são indiciadas pelo Gaeco.

Gaeco denuncia 39 suspeitos por 73 crimes em São Jerônimo da Serra
Na ação, Leite é acusado por crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação e organização criminosa.

Segundo os promotores, o prefeito de São Jerônimo comandava uma organização que agia “direcionando procedimentos licitatórios para empresários previamente escolhidos, os quais favoreciam a concretização dos desvios de insumos e serviços”. A acusação traz fatos, documentos e depoimentos que mostram como o grupo abastecia carros particulares e de terceiros com recursos que deveriam ser utilizados no abastecimento da frota municipal, além de vários outros crimes.

Para a Promotoria, o esquema começou na posse do prefeito, em 1º de janeiro de 2013, até meados de agosto de 2014, quando os crimes foram descobertos e denunciados. A reportagem não conseguiu contato com o prefeito no início da noite desta terça-feira (2).

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A Vida e a Obra de Dom Adriano Hipólito.



 De Adriana Serafim

A Baixada Fluminense é um lugar corriqueiramente identificado com adjetivos negativos, porém a criatividade, solidariedade e fé na vida marcam muito mais quem a conhece. Também é uma região que concentra uma população imensa e heterogênea.

D. Adriano Hipólito uma voz na defesa dos direitos humanos.

Nesse território se destaca D. Adriano Hipólito, terceiro bispo da diocese de Nova Iguaçu. Dom Adriano Hypolito nasceu na cidade de São Cristóvão – Sergipe, em 18 de Janeiro de 1918. Aos 14 anos entrou para o Convento dos Franciscanos e foi ordenado Padre em 18 de outubro de 1942, em Salvador. Em novembro de 1962 foi nomeado pelo Papa João XXIII, Bispo Auxiliar de Salvador, participando do Concilio Vaticano II, em Roma, entre 1963 e 1965.

Em 1966 foi nomeado terceiro Bispo da Diocese de Nova Iguaçu – que na aquela época, era formado por sete municípios da Baixada Fluminense – onde atuou por 28 anos. Ao tomar posse propôs um trabalho pastoral que dessa resposta aos problemas da Baixada.

No período em que fez parte da Diocese de Nova Iguaçu, defendeu os direitos humanos, atacando veementemente a ditadura ao lado de bispos como Dom Helder Câmara, Paulo Arns, Waldir Calheiros e Pedro Casaldaliga. E, exatamente por isso, foi sequestrado e torturado pela ditadura militar em 22 setembro de 1976, ocasião em que foi abandonado nu, e pintado de vermelho, no bairro carioca de Jacarepaguá.

As intimidações não cessaram e o semanário litúrgico A Folha, de 29 de maio de 1977, foi falsificado aos milhares e distribuído nas igrejas da Baixada Fluminense e enviado para várias partes do Brasil. No dia 19 de junho do mesmo ano, por determinação do Comandante do 1° Exército, foi cancelada uma conferência sobre Direitos Humanos para a constituição de uma Comissão de Justiça e Paz, que seria realizada no Centro de Formação Líderes – CEFOR, no bairro Moqueta, em Nova Iguaçu.

Além disso, seu clero, família e amigos sofreram várias ameaças. E, embora um jornal denominado Movimento, tenha denunciado um tenente da Vila Militar, até hoje ninguém foi processado e julgado pelos atos covardes praticados contra Dom Adriano.

Dom Adriano faleceu em 10 de agosto de 1996, foi um protetor das minorias, apoiou vários movimentos sociais e é uma referência como defensor dos diretos humanos na Baixada Fluminense e que viveu realmente a opção pelos mais necessitados, como podemos notar com a saudação que o mesmo costumava utilizar para fechar as grandes celebrações:“Viva Jesus Cristo. Viva o nosso Povo sofrido da Baixada Fluminense”.

Na breve biografia sobre D. Adriano constatamos sua atuação como bispo na defesa dos direitos humanos na Baixada através da organização de um trabalho pastoral que desse resposta aos problemas vividos por seu rebanho. Essa atuação se pautou, principalmente, por ações de valorização dos moradores da região.

D. Adriano atuava diretamente cobrando das autoridades intervenção e soluções. A frente da diocese de Nova Iguaçu “acolheu” perseguidos políticos, em alguns casos empregando-os na estrutura diocesana, atuou como articulador de diferentes lideranças dos bairros onde a Igreja estava inserida, o que resultou num dos mais bem sucedidos movimentos populares do Rio de Janeiro, o Movimento Amigos do Bairro – MAB, intervinha junto as autoridades quando havia ocupações urbanas de terrenos para garantir aos sem teto a posse da terra – fato que contrariava o interesse dos loteadores e grileiros.

O bispo atuou com rigor em relação à violência. Quando se tratava dos crimes cometidos pelo Esquadrão da Morte, cobrava diretamente das autoridades a investigação, elucidação dos crimes e punição dos culpados; contrariando a principal ideia propagada de que o esquadrão atuava contra marginais. Promovia debates públicos, pesquisas, organização de arquivos. Enfim, D. Adriano atua no sentido de romper com a estrutura da violência dando voz, lugar e identidade as vítimas daquela modalidade de violência.
Oferecer hoje uma homenagem em sua memória é um ato de reconhecimento por parte do Estado do Rio de Janeiro da importância do seu trabalho como cidadão e religioso. Precisamos divulgar seu legado e dar as gerações o direito de conhecer sua história. Também é importante para a produção de uma historia que forje outra memória sobre a região da Baixada Fluminense valorizando a sociedade civil organizada e aqueles que lutaram na defesa dos direitos humanos.