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terça-feira, 21 de agosto de 2012

1ª vigília da diocese de Nova Iguaçu em preparação a Jornada Mundial da Juventude- JMJ.





















A Pastoral da Juventude do Meio Popular, participou ativamente da 1ª vigília da diocese de Nova Iguaçu em preparação a Jornada Mundial da Juventude- JMJ, que será realizada em nosso estado do Rio de Janeiro em 2013, que aconteceu na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga na noite do dia 17 de agosto para o dia 18 de agosto, contou com  a participação de centenas de jovens dos mais diversos grupos existentes em nossa diocese.

Parabéns juventude diocesana e principalmente a PJMP.

Ronaldo Castro
Historiador

segunda-feira, 5 de setembro de 2011



REAPROXIMAÇÃO COM MOVIMENTOS SOCIAIS ALINHA ALIADOS NO PT


De: Deputado Federal Valmir Assunção (PT/Bahia) e Angélica Fernandes Dirigente Estadual do PT de São Paulo.


A liberação do crédito suplementar de R$ 400 milhões para o INCRA, poucos dias após as mobilizações da Via Campesina, em Brasília, dão a pista de uma correção de rumo administrativo que agrada em cheio os movimentos sociais. “Vocês conseguiram recolocar a reforma agrária no centro da pauta de discussão do governo Dilma”, disse Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência, após uma reunião com representantes da Via Campesina, para uma platéia de sem-terra acampados na Esplanada. Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), com origem política no MST, “é um primeiro gesto concreto do governo para sustentar as palavras do ministro e mostra boa vontade para a reaproximação com os movimentos sociais”, contemporiza. “Mas ainda é pouco perto do que precisamos fazer para a reforma agrária acontecer e a sociedade brasileira colher os frutos, inclusive os que hoje tentam criminalizar os movimentos e as nossas lutas”, alfineta o deputado.


Assunção mediou as conversas entre governo e Via Campesina que levaram seus líderes a uma reunião com representantes de 11 ministérios. Ele é um dos cabeças do movimento que começa a ganhar corpo dentro do PT, ao defender teses como a paridade entre homens e mulheres na direção do partido e autonomia dos militantes que atuam em movimentos sociais. Propostas como essas, defendidas por Valmir e figuras como os ex-ministros Altemir Gregolim e José Fritsch (ambos ex-titulares do Ministério da Pesca) e Angélica Fernandes (chefe de gabinete da senadora Marta Suplicy), têm conseguido aparar arestas e romper o bloqueio que isolou os agrupamentos mais ideológicos e os manteve afastados do centro do poder na burocracia partidária. O embrião do que pode se tornar uma nova tendência petista ou um campo de tendências socialistas, já incorporou as propostas desde a sua constituição.


O novo grupo vai definir de que forma se organizará e qual a identidade que assumirá a partir do seminário. Hoje eles se identificam provisoriamente pela palavra-chave do seu manifesto “inaugurar um novo período no PT”. Texto e programação visual das peças de divulgação que circularam pela internet remetem às origens do partido, quando uma borboleta antecedeu a estrela como marca do PT.


Os militantes do “inaugurar” reivindicam-se parte do processo político que levou à eleição de Lula e Dilma e do legado petista, sobretudo na área social. Mas assim como o deputado Valmir Assunção se posicionou em relação à suplementação do orçamento do INCRA, eles reconhecem a importância dos avanços e querem mais. Sua estratégia está centrada no aprofundamento das relações com os movimentos sociais e a incorporação de suas pautas na disputa pelos rumos do partido e do governo. Nesse ponto, as três propostas apresentadas ao congresso ganham apoio de grupos que hoje estão no centro do poder, mas num passado não muito distante posicionavam-se na chamada esquerda do PT.

Fonte:

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/05/reaproximacao-com-movimentos-sociais-reune-aliados-do-pt/#.TmTwLBYQsOg.twitter

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


O Grupo Juventude, Política e Cidadania – JPCAgrupamento Marxistas do PT, apóia a tese "INAUGURAR UM NOVO PERÍODO", feita para o Congresso da Articulação de Esquerda, e manifestando nossa solidariedade e respeito a todos os valorosos companheiros que redigiram tal documento.

E frisamos alguns pontos desta tese, que é primordial para que possamos avançar e ousar, pois não podemos ficar presos a paradigmas e a dirigentes:

1. O momento é de debate, (re)definição e (re)orientação. Hora de repensar rotinas políticas e ousar. Um novo impulso se impõe, um esforço coletivo para revigorar a capacidade de formulação programática e a incidência concreta da AE na definição dos rumos do PT, da esquerda, do seu diálogo e relacionamento com os movimentos sociais e com a luta socialista.

Não podemos nos esquecer que:

Atuamos em diferentes frentes e espaços políticos. Somos militantes, dirigentes partidários e do movimento social, estudantes, acadêmicos, parlamentares, gestores, enfim mulheres e homens – gays e lésbicas, jovens e adultos, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, negros e brancos, internacionalistas, radicais, socialistas – convictos da necessidade de valorizar nossas múltiplas identidades e trajetórias e de reafirmar nossa matriz ideológica.

O que nos une é muito mais forte do que simples doutrinas:

6. O que nos une é a possibilidade da construção de um programa no qual todos sejam protagonistas. Uma elaboração que parta dos princípios do marxismo, mas que não o transforme em bíblia, engessada, que comprometa os fundamentos básicos da dialética marxista. Propomos uma construção dialógica, em que se propõe novo programa e disposição política para absorver as críticas e observações existentes, venham de onde vier, um programa construído a muitas mãos.

Declaremos publicamente, que estamos de acordo com a tese Inaugurar um Novo Período no PT, e que é um momento oportuno para crescermos enquanto cidadãos e militantes, agentes de luta por uma transformação profunda na sociedade, este é o tempo de avançarmos nas conquistas do campo popular e socialista dentro de uma vertente marxista.

Por isso afirmamos que estes companheiros estão na Vanguarda desse projeto Socialista, dentro do Partido dos Trabalhadores, sendo iluminados pela esquerda partidária, onde não existe desigualdade entre direção e militantes, onde haja de fato respeito e valorização das pessoas, com capacidade de avaliar e criticar e discordar quando for necessário, entretanto respeitando a pluralidade de cada um dos integrantes.

Que possam ser respeitadas as decisões encaminhadas no ultimo Congresso da UNE, e defendemos de formar irrestrita o apoio ao Companheiro Guilherme, que foi eleito para a Direção Executiva da UNE e não concordamos com outra posição que não seja está, pois foi um processo construído por muitos, e não apenas por uma estrutura.

Acreditamos em um PT de Esquerda, Marxista, Popular, que se emana nas lutas sociais e populares, resgatando as origens e construindo novos patamares de lutas. Onde possam defender tod@s aqueles que sofrem com esse sistema perverso e excludente.

Assinado: Juventude, Política e Cidadania – JPC – Agrupamento Marxistas do PT.

Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2011.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff, revela ações guerrilheiras em novela do SBT


Rio - A série de depoimentos de ex-presos políticos que lutaram contra a Ditadura, iniciativa elogiada na novela ‘Amor e Revolução’, do SBT, ganha capítulos contundentes na próxima semana. Enquanto o autor da trama, Tiago Santiago, planeja ligar para a presidenta Dilma e tentar o testemunho mais aguardado, o advogado Carlos Araújo, ex-marido e pai da filha de Dilma, vai falar em cinco capítulos sobre suas ações guerrilheiras, torturas sofridas e a relação com a presidenta da República.

“Ele coloca a Dilma numa posição de planejamento das ações e narra o assalto que fez ao cofre com dinheiro do político Adhemar de Barros. Estou curioso para ver no ar”, diz Tiago, o autor da novela.Carlos vai aparecer pela primeira vez na tela após o capítulo de segunda-feira, em que está prevista a cena na qual Nina (Patrícia Dejesus) e Padre Inácio (Pedro Lemos) fazem sexo na sacristia. E começará falando da relação de companheirismo com Dilma, da felicidade pela presidenta não ter ficado com sequelas após as torturas e de ações conjuntas em bancos e quartéis para obter dinheiro e armas. “Praticamos ações sociais também: pegávamos caminhões de carne na Baixada Fluminense e distribuíamos em favelas”, diz Carlos Araújo. Em seu depoimento, ele narra ainda sua tentativa de suicídio ao se jogar sob um carro.Para Tiago, as falas de figuras importantes já trouxeram muitas revelações, nem todas com a devida repercussão. “O filho do presidente João Goulart disse que o pai foi envenenado, assassinado, e luta para exumar o corpo”, sublinha Tiago.E fala sobre a negativa de Dilma em participar. “Já convidamos através de amigos e assessorias, e vou ligar pessoalmente. Mas entendo que ela esteja preocupada com o momento presente do País, que mantenha o distanciamento”, afirma. Os bastidores dos ‘anos de chumbo’Em trechos de seu depoimento, o ex-marido elogia a presidenta e diz que ambos se orgulham do que passaram juntos. “Sempre nos identificamos. O nosso bom companheirismo persiste até hoje.

A Dilma sente muito orgulho do que fez. Ela não ficou com sequelas, felizmente. Entrou na cadeia nova e saiu nova”, diz Carlos.E prossegue: “A Dilma não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela. Nos orgulhamos do que fizemos, mas isso não quer dizer que somos desprovidos de visão crítica”.E revela o roubo de US$ 2 milhões, dinheiro que é fruto de lavagem, de um cofre na casa de Ana Capriglione, amante de Adhemar de Barros. “Ana nunca pôde denunciar ninguém, é como se não tivesse existido. Como justificaria o dinheiro?”.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Telefone popular a R$ 9,50 por mês, programa do governo Federal.

Novo programa do governo federal vai expandir o serviço para 13 milhões de famílias que ainda não têm aparelho fixo em casa

Rio - A partir da próxima semana, será dado início à implantação do telefone popular no Brasil. Voltado a quem ainda não tem aparelho fixo, o programa prevê assinatura por apenas R$ 9,50, atrelada a um plano de 90 minutos mensais. Atualmente, nas empresas privadas, a assinatura básica de telefonia fixa custa em torno de R$ 46.

O novo projeto vai beneficiar 13 milhões de famílias, que hoje já são atendidas pelo Bolsa Família. Antes, o programa era estendido apenas a cerca de 180 mil assinantes, incluídos no Acesso Individual Classe Especial (Aice) de telefonia fixa.


O valor de R$ 9,50 conta com isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da arrecadação dos estados. Mas a assinatura popular pode chegar a R$ 13,30, se a gestão local não abrir mão do imposto.


Segundo o governo federal, mesmo com a isenção do ICMS, não haverá perda de arrecadação. O programa é voltado a quem não tem telefone e, por isso, já não paga o imposto por esse serviço.

O projeto do telefone popular faz parte da terceira revisão ao PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização). O programa define metas para a expansão do serviço até o ano de 2015. A presidenta Dilma Rousseff vai formalizar o projeto por meio de decreto, que será assinado já na próxima semana e passará a valer imediatamente.

BOLSA FAMÍLIA - Com o programa, que vai incluir os beneficiários do programa assistencial do governo federal, mais 13 milhões de famílias poderão passar a ter o serviço de telefone fixo.

ICMS - Os estados não têm motivo para se preocupar com perda de arrecadação. Como o programa é voltado a quem não tem telefone e já não paga imposto, não vai haver redução.

Fonte: http://migre.me/57KnX

Ronaldo Castro

domingo, 26 de junho de 2011

Doenças como depressão tiram professores de sala de aula.

Cerca de 11 mil docentes estão licenciados. Estado não tem programa de prevenção

POR ALESSANDRA HORTO.

Rio - Depressão, ansiedade e Síndrome do Pânico são responsáveis por 70% dos afastamentos de professores da rede pública do Estado do Rio. A segunda causa é problema com a voz, que soma 25%. Atualmente, 11 mil docentes estão de licença-médica. Apesar do volume expressivo dessas doenças no quadro de licenciados, não há um programa de prevenção oferecido pelo estado. A única opção é o de Saúde Vocal, criado pela Secretaria de Saúde.

O superintendente da Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional, Eduardo de Oliveira Santos, explicou que as condições de trabalho muitas vezes não são as mais adequadas e podem favorecer o aparecimento dos distúrbios. “As causas são multifatoriais. O salário é reduzido. A escola pode estar inserida em uma área de conflito. Alguns ambientes não são favoráveis e comprometem as condições de trabalho. Essas condições precisam ser, dentro do possível, otimizadas, ser melhoradas. Assim como já houve a colocação de microfones em sala de aula”, afirma.

Eduardo Santos explicou que o limite da licença-médica é de dois anos. Segundo ele, metade dos professores licenciados por transtornos de humor se aposenta por invalidez permanente.

O professor Júlio César Machado, 53 anos, há 15 no estado, está licenciado há um ano. Ele se afastou uma semana depois de ser xingado por um aluno que ele suspendeu, por não querer tirar o pé de cima da mesa e nem mudar de cadeira na sala.

Salas lotadas contribuem para problema


O diretor do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe) Tarcísio Carvalho também apontou que as condições de trabalho são responsáveis pelo aumento da depressão entre os docentes. “As salas de aulas estão superlotadas. Existe sobrecarga de trabalho por causa dos baixos salários. Eles (professores) também têm que conviver com situações de violência, dentro das escolas, sem ajuda do estado”, argumentou.

Fonte: http://migre.me/57u9I

RONALDO CASTRO

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Senado aprova projeto do senador Lindberg Farias que anistia bombeiros presos durante manifestação no RJ.


Senado aprova projeto do senador Lindberg Farias que anistia bombeiros presos durante manifestação no RJ.


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem (22) projeto de lei que anistia os bombeiros militares do Rio de Janeiro punidos pelo governo do estado. Eles participaram de protestos por melhoria nos vencimentos e de condições de trabalho. O autor do projeto, Lindberg Farias (PT-RJ), argumentou que o objetivo da anistia aos bombeiros militares é atender “às expectativas da população do Rio de Janeiro e do país”.

Como foi aprovada em caráter terminativo, a matéria segue para apreciação da Câmara dos Deputados uma vez que não precisará ser votada no plenário do Senado. Em sua exposição, Lindberg Farias (PT - RJ), argumentou que a prisão dos bombeiros, em 3 de junho, “foi um equívoco”. A ordem de prisão dos 429 manifestantes que invadiram o quartel central da corporação partiu do governador Sérgio Cabral.

No dia 16, os bombeiros voltaram a se mobilizar para que os colegas punidos administrativamente pelo governo do estado fossem anistiados. O grupo de cerca de 500 pessoas acampou nas escadarias da Assembleia Legislativa (Alerj). Participaram da manifestação parentes, profissionais da área de saúde e professores da rede estadual de ensino.


Ronaldo Castro

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Documentos inéditos obtidos pelo Estadão revelam como o cardeal e a Igreja combateram a ditadura militar.

A ATUAÇÃO DE DOM PAULO EVARISTO ARNS DURANTE A DITADURA

Por wilson yoshio.blogspot

Do Estadão

2ª Parte da reportagem.

A luta secreta do Cardeal D. Paulo Evaristo Arns


Harper sugere que o Conselho Mundial de Igrejas demonstre apoio às instituições religiosas no Brasil. Poucos dias depois, a entidade em Genebra enviaria telegramas para manifestar sua oposição à repressão e apoio à democracia.

Clandestinos. A relação entre o Conselho e d. Paulo ganharia novas dimensões. Dois anos após a invasão da PUC, o cardeal escreveu ao então secretário-geral do Conselho de Igrejas, Philip Potter, sob o alerta de que o "conteúdo dessa carta deve ser confidencial, dada suas implicações". Era o pedido por fundos internacionais clandestinos para a operação que culminaria na publicação, em 1985, de Brasil: Nunca Mais. A pesquisa revelaria nomes de 444 torturadores, 242 centros de tortura no Brasil e, com os testemunhos de milhares de vítimas, apontaria a dimensão da repressão no País.

O projeto foi ideia do reverendo protestante Jaime Wright, cujo irmão, Paulo, havia sido morto pelo regime. Em vez de procurar sua igreja, o pastor optou por se aliar a d. Paulo. Mas o cardeal resistia em pedir dinheiro para a Igreja Católica no Brasil, temendo que a ala conservadora abafasse o projeto e o denunciasse. A solução era pedir dinheiro de forma ilegal, vindo da Suíça.

Era um projeto ambicioso. O grupo usaria uma brecha na lei para compilar os dados. Para se preparar para a Lei da Anistia, dissidentes e advogados tiveram acesso por 24 horas a seus dossiês. Foi o suficiente para que o grupo detalhasse a repressão em 1 milhão de páginas coletadas.

"Por todo Brasil, em Cortes militares, há uma abundância de material que substanciam 15 anos de repressão, contidas em centenas de dossiês", afirmou d. Paulo. Em outra carta, o cardeal chegou a citar o caráter "enciclopédico da tortura" no Brasil.

"Sentimos que as igrejas precisam tomar a iniciativa de garantir que, pela publicação desse material, tais coisas não ocorram de novo", argumentou d. Paulo. "Pedimos, portanto, que o Conselho Mundial de Igrejas aceite a tarefa de levantar a grande maioria dos fundos necessários, de uma forma confidencial."

Os arquivos guardaram tabelas detalhadas sobre os custos e as viagens dos pesquisadores. D. Paulo precisava de US$ 329,1 mil para completar seu projeto. O equipamento comprado seria doado para a PUC.

Quase um ano depois, em 23 de junho de 1980, o cardeal receberia uma carta de Potter com duas notícias importantes. A primeira era de uma doação às " famílias dos operários em greve no ABC". Mas era a segunda notícia que mais impactaria d. Paulo. O Conselho confirmava que havia conseguido "levantar a maior parte dos recursos necessários à realização do projeto especial". Potter garantia que a pesquisa sobre a tortura no Brasil seria divulgada nas igrejas "em todo o mundo para sua reflexão".

Depois de copiados, os processos eram enviados para São Paulo, onde eram transformados em microfilmes. De lá, seguiam escondidos para Genebra. Quem chegava à cidade suíça com as informações retornava ao Brasil com dinheiro para o projeto, escondido dentro do cinto.

Em 19 de fevereiro de 1983, d. Paulo Arns fez questão de informar a Potter que o dinheiro "estava sendo gasto estritamente de acordo com os planos aprovados". E afirmou: "Esse projeto terá efeitos duradouros." E não só políticos. Mais que aliados, d. Paulo e Jaime Wright tornaram-se amigos, como mostra uma carta de 1996.

Para Charles Harper, que hoje vive na França, d. Paulo deu apoio moral e espaço físico para quem, dentro da Igreja, lutou contra a ditadura. O projeto valeu a adesão do Brasil nos anos 80 à Convenção da ONU contra Tortura. Para Harper, mesmo que os criminosos nunca tenham ido à Justiça, o trabalho de d. Paulo e do arquivo em Genebra fez com que a tortura no País e suas vítimas não sejam esquecidas.

Ronaldo Castro

terça-feira, 21 de junho de 2011

Documentos inéditos obtidos pelo 'Estado' em Genebra revelam como o cardeal Dom Paulo Arns e a Igreja combateram a ditadura militar.

A atuação de Dom Paulo Evaristo Arns durante a ditadura

Por wilson yoshio.blogspot

Do Estadão -

1ª Parte da reportagem.

A luta secreta de D. Paulo Arns

Documentos inéditos obtidos pelo 'Estado' em Genebra revelam como o cardeal e a Igreja combateram a ditadura militar

Jamil Chade

No auge da violência promovida pelo governo militar, parte da Igreja e centenas de líderes religiosos no Brasil passaram a ser alvo da repressão. Documentos guardados há décadas em Genebra obtidos pelo Estado revelam como o cardeal d. Paulo Evaristo Arns liderou um lobby internacional, coletou fundos de forma sigilosa e manteve encontros com líderes no exterior para alertar sobre as violações aos direitos humanos no Brasil.

Janete Longo/AE Engajado. D. Paulo, diante de presídio: busca de apoio contra repressão

A atuação do arcebispo de São Paulo mobilizou uma rede de informantes, financiadores e apoiadores secretos pelo mundo. Dentro do País, os documentos mostram que ele e seus aliados organizaram manifestações, incentivaram líderes operários e pagaram despesas das famílias dos grevistas no ABC em 1980.

Relatórios, testemunhos, cartas, informações de dissidentes e dezenas de acusações fazem parte de três caixas de documentos entregues ao Brasil na terça-feira, para que possam ser estudados e eventualmente, como espera a ONU, sirvam de base para processos contra autores de crimes contra a humanidade. Os documentos originais foram mantidos no Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. O Estado teve acesso às mais de 3 mil páginas e, nos próximos dias, publicará parte do conteúdo que está nas caixas entregues à Justiça no Brasil.

A máquina de tortura instalada no Estado não havia poupado nem sacerdotes. Em dezembro de 1978, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação, no Rio, coletaria vasto material sobre a repressão sofrida pela Igreja naquela década.

O texto de introdução do levantamento deixa claro que o material havia sido encomendado por d. Paulo, que já tentava organizar um dossiê que compilasse as violações aos direitos humanos e pudesse ser usado em algum momento pela Justiça.

Segundo o relatório, entre 1968 e 1978, 122 religiosos foram presos pelo regime militar. Havia 36 estrangeiros, 9 bispos, 84 sacerdotes, 13 seminaristas e 6 freiras. Outras 273 pessoas "engajadas no trabalho pastoral" tinham sido detidas. Dessas, 34 foram vítimas de torturas como choques elétricos, paus de arara e pressões psicológicas. "Há registros de pessoas que ficam inutilizadas física e/ou psicologicamente por motivo da tortura."

Entre os motivos mais frequentes de prisão estava o fato de proferirem homilias que desagradavam às autoridades, além de ajudarem a organizar manifestações operárias.

Até aquele momento, pelo menos sete pessoas haviam sido mortas como forma de pressão ao clero, tidas como "subversivas" ou suspeitas de passar informações a dissidentes. Foram registrados 18 casos de ameaça de morte e uma dezena de sequestros. A repressão também intimou 75 líderes religiosos a depor, para que denunciassem bispos e sacerdotes.

Reação. Na segunda metade dos anos 70, d. Paulo e líderes religiosos do exterior avaliaram que era hora de reagir nos bastidores para reunir apoio internacional e demonstrar a insatisfação popular nas ruas. Em 27 de setembro de 1977, o então encarregado de Direitos Humanos na América Latina do Conselho Mundial de Igrejas enviou de São Paulo uma carta a Genebra alertando para a "crescente tensão entre a Igreja e as autoridades". A correspondência foi classificada como "confidencial" e seu autor, Charles Harper, pediu que o documento "não fosse publicado".

A carta relata dois fatos fundamentais daqueles dias. O primeiro foi o ato que reuniu 6 mil pessoas na Igreja da Penha, em São Paulo. "Foi a primeira vez que uma articulação tão lúcida, sob a iniciativa da Igreja no Brasil, foi feita desde 1964 em relação aos direitos humanos", disse Harper. O segundo relato trata da invasão da PUC, no qual Harper aponta para a apreensão de uma tonelada de "material e equipamento subversivo" e para a prisão de 1,5 mil alunos, "alguns em plena prova" nas salas de aula. Para ele, o ocorrido "deve ser visto como uma retaliação contra a Igreja".

O relato alerta para a pressão sobre d. Paulo, considerado alguém de "coragem, firmeza e sentido de timing". Para Harper, os movimentos de liberalização do regime eram acompanhados por uma hesitação dos militares, temerosos de terem de responder pela violência dos anos anteriores e pela corrupção. "Muitos acreditam que há um forte endurecimento das ações repressivas."

Nova Iguaçu terá Projovem Trabalhador Juventude Cidadã

A prefeita, Sheila Gama, participou, ontem, no Palácio Guanabara, da assinatura do termo de compromisso entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o governo do Estado do Rio de Janeiro para a implantação do programa de capacitação profissional Projovem Trabalhador – Juventude Cidadã, que vai beneficiar 10 mil jovens preparando-os para o mercado de trabalho.

O Projovem Trabalhador é destinado a jovens, com idade entre 18 e 29 anos, desempregados e de famílias com renda até um salário mínimo por pessoa. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, serão repassados cerca de R$ 18,5 milhões para execução do programa, além de R$ 6 milhões para auxílio financeiro dos alunos. “Os jovens que participarem serão qualificados em ocupações geradoras de renda. Nossa expectativa é que ao término do curso, 30% dos alunos saia com a carteira assinada, exercendo a profissão que escolheram”, afirmou o ministro.

A prefeita Sheila Gama ressaltou que Nova Iguaçu também será contemplada com o programa. Um estudo vocacional de cada região definirá o foco dos cursos para abastecer as necessidades locais. “O Projovem e o lançamento da Agenda do Trabalho Decente são ações que proporcionam cidadania e dignidade. Qualificar nossos jovens é importante para que eles tenham oportunidades iguais”, explicou.


Ronaldo Castro

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Estado assina convênio para oferecer 10 mil vagas em cursos de capacitação

Rio - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, assinou nesta segunda-feira um termo de compromisso para a implantação do Projovem Trabalhador – Juventude Cidadã. O programa de qualificação profissional, que beneficiará 10 mil jovens carentes entre 18 a 29 anos, dará prioridade a quem reside nas comunidades onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

O programa, destinado a jovens desempregados e de famílias com renda de até um salário mínimo por pessoa, promove a qualificação em ocupações geradoras de renda. Serão repassados R$ 18,5 milhões para execução do Projovem no Estado, além de R$ 6 milhões para auxilio financeiro aos jovens.

O secretário de Trabalho e Renda, Sérgio Zveiter, disse que, além de encaminhar mão de obra ao mercado de trabalho, através do Sistema Nacional de Empregos (Sine), também cabe à secretaria promover a qualificação dos trabalhadores.

– Vamos fazer um trabalho conjunto com as Secretarias de Trabalho do município, que disponibiliza hoje 5 mil vagas, e as do interior do estado. Onde não houver disponibilidade de qualificação do Projovem, o Estado garantirá oportunidades para suprir a demanda – afirma Zveiter.

O programa entrará em fase de licitação e, segundo Zveiter, começará a funcionar em três meses. Serão oferecidos cursos com 350 horas de carga horária. A ideia é superar a expectativa de 30% de inserção dos jovens qualificados no mercado de trabalho.

Fonte: http://migre.me/55IGB

Ronaldo Castro