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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Torcida do Fluminense é maior que a do Foguinho.





Olá!!!

Esses dados aqui comprovam pelas redes sociais mais ativas que a torcida do Fluminense é muito maior do que a do Foguinho, confira abaixo!!! 

Facebook:

Dia:08/02/2015

Fluminense 1.130.170
Foguinho: 1.165.252

Diferença pro Foguinho de 35.082 curtidas

Dia: 14/03/2015

Fluminense 1.141.304
Foguinho: 1.166.462

Diferença pro Foguinho de 25.158 curtidas

Dia: 20/03/2015

Fluminense 1.091.506
Foguinho: 1.127.169

Diferença pro Foguinho de 35.663 curtidas

Dia: 04/04/2015

Fluminense 1.096.724
Foguinho: 1.138.790

Diferença pro Foguinho de 42.066 curtidas

Dia: 14/04/2015

Fluminense 1.102.948
Foguinho: 1.144.489

Diferença pro Foguinho de 41.541 curtidas

Dia: 05/05/2015

Fluminense 1.109.154
Foguinho: 1.145.262

Diferença pro Foguinho de 36.108 curtidas

Dia: 31/10/2015

Fluminense 1.207.849
Foguinho: 1.207.995

Diferença pro Foguinho de 141 curtidas

Dia 05/02/2016

Fluminense 1.231.671
Foguinho: 1.230.168

Diferença pro Fluminense de 1.503 curtidas

Twitter

Dia: 31/10/2015

Fluminense 703.720 seguidores
Foguinho 670.774 seguidores

Diferença pro Fluminense de 32.946 seguidores

Dia: 05/02/2016

Fluminense 752.016 seguidores
Foguinho: 711.337 seguidores

Diferença pro Fluminense de 40.679 seguidores

Instagram

Dia: 31/10/2015

Fluminense 147.000 seguidores
Foguinho: 83.900 seguidores

Diferença pro Fluminense de 63.100 seguidores

Dia: 05/02/2016

Fluminense 177.000
Foguinho: 1115.00

Diferença pro Fluminense de 62.000

OBS:

Ainda existem alguns jornalistas e pessoas do mundo do futebol dizem que a nossa Torcida do Fluminense é menor que a do Foguinho essa é uma prova real de que somos bem maiores em todos dos sentidos nas redes sociais e principalmente em nosso cotidiano podemos perceber com clareza e firmeza a grandeza de nossa torcida não tem comparação se irmos para analisar nos estádios por público presentes iremos dar um outro show na torcida do Foguinho.

Não somos torcida de aluguel como a de vocês chupa Foguinho!!! Me lembro de um jogo da Libertadores em 2014 em que a Telexfree contatou pessoas para fingir ser torcedores do Foguinho e por isso amentou em muito a proporção de curtidas na Fan Page Oficial do Clube.

Agora podemos verificar somos maiores!!!!

Parabéns nação Tricolor!!!!

Ronaldo Monteiro Cerqueira
Historiador
Pós Graduado em Juventude

quinta-feira, 25 de junho de 2015

20 anos do Gol de barriga do Renato Gaúcho, Fluminense Campeão.

 
                                     








Há 20 anos atrás na data de hoje que é 25 de junho de 2015, o Fluminense quebrava um tabu de não ser campeão carioca desde o ano de 1985, já fazia 10 anos que a nossa torcida apaixonada e fanática não gritava é campeão!!!!

Me lembro como se fosse hoje aquele 25/06/1995, um domingo que amanheceu nublado e no final da tarde caiu um temporal para limpar as impurezas de amarguras de 10 anos sem título carioca.

Aquele campeonato carioca foi brilhante, sensacional, indescritível da primeira até a última partida do Fluminense na qual se sagramos campeões cariocas de 1995, em cima da mulambada, num Maracanã lotado que não cabia mais ninguém, a torcida do Fluminense fez uma festa linda e digna do time lutador, guerreiro, dedicado e esforçado em todos os momentos num jogo memorável vencemos o Mulambo por 3 x 2, com 02 gols do Renato Gaúcho e 01 do Leonardo. 

Sendo o segundo gol do Renato Gaúcho o terceiro do Fluminense um daqueles lances que jamais esqueceremos seja o tempo que for, posso afirmar que foi antológico pra ficar eternizado na história do Fluminense e do Maracanã, numa jogada pelo lado direito de ataque do fluminense o meia Aílton, driblou o defensor Charles Guerreiro diversas vezes fez um verdadeiro carnaval fora de época na defesa do adversário e chutou a bola em direção ao gol defendido pelo arqueiro Roger goleiro da mulambada, só que no meio do caminho da bola num passe de mágica encontra a barriga do nosso maior ídolo naquele momento Renato Gaúcho e de forma caprichosa encosta em sua sua barriga e vai parar no fundo das redes do gol do  adversário, aos 42 para 43 minutos do segundo tempo.

O Fluminense fazia o seu terceiro gol na partida, que seria mais tarde o gol do titulo. Um gol improvável mais indescritível para toda a nação tricolor no brasil e no mundo, podemos afirmar fomos campeões no centenário da mulambada.

Esse jogo entrou para os Anais da História, do futebol!!! 

Não tem como esquecer aquele 25/06/1995, pude de fato gritar é campeão um Título que estava engasgado dentro de mim à quase uma década, me recordo do Maracanã lotado, a nossa torcida fazendo um belo e lindo show!!! Depois do apito final extravasei a minha alegria e emoção dentro do estádio comemorando o titulo, chorei, sorri, me encantei lembrando os lances memoráveis da campanha difícil e árdua do Fluminense até a consagração final com o Título!!! Logo após fui para as Laranjeiras comemorar com o restante de nossa torcida aquele momento glorioso que estávamos vivenciando!!! 

É muita emoção que eu sinto até hoje nesse exato momento em que digito as palavras me passa um filme pela minha cabeça sobre aquele dia 25/06/1995!!! 

Não tem como eu esquecer e sabendo que ali foi o último jogo do meu maior ídolo na história do Fluminense o imortal Super Ézio, nosso 10º maior artilheiro de nossa rica e sensacional história com 119 gols!!!

Saudades eu tenho daquela época!!! Do Maracanã, da torcida que sempre fiz parte e continuo até hoje a Young Flu!!! 

Sou Tricolor de Coração!!!
Sou do Cubes Tantas Vezes Campeão!!!

Ronaldo M. Cerqueira
Historiador
Pós Graduado em Juventude

quarta-feira, 6 de maio de 2015

UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA YOUNG FLU.





"ARMANDÃO, UM DOS FUNDADORES DA YOUNG FLU"

(Entrevista Observatório do Fluminense) Carla Andrade
Dezembro 2014

ARMANDÃO veio passar o fim de semana no Rio de Janeiro, ele mora em São Paulo há vinte anos, para prestigiar o evento e assistir a partida do tricolor contra o Corinthians, no Maracanã. E para celebrar os 44 anos da Torcida Young Flu, ele me concede uma entrevista.

Ele relembrou as caravanas memoráveis que fez com a torcida nos anos 70, colocou a importância do Fluminense estar acima de tudo e acalenta um sonho: “Ainda vou ver o Fluminense ser campeão da Sulamericana, ver o Fluminense ser campeão da Libertadores e do Mundial.”

44 ANOS

Armando Alcoforado - Fundamos a Young em 12 de dezembro de 1970. Eram duas facções. Eu com a turma da Arthur Menezes fomos ao Maracanã, num Fluminense x Cruzeiro, com a camisa tricolor. Queríamos fazer uma torcida jovem do Fluminense. Encontramos com o pessoal que veio do Riachuelo, com o Pedruco, e nos unimos para assistir o jogo.

Marcamos uma reunião para a semana seguinte e uns quinze compareceram. Longa conversa sobre conceitos e outros pontos. Surgiu o nome diferente para uma torcida diferente e com uma metodologia completamente diferente. Young Flu. Para mostrar que nosso grupo tinha representatividade, além de dar trabalho para a turma que já existia, a Organizada e a Força Flu.

Tivemos um grande desafio para alocar a Young Flu. Seria atrás do gol?

Atrás do gol tinha uma coisa que ninguém lembra, aquele pessoal das apostas do Maracanã. Eles faziam apostas sobre quem daria a saída ou quem bateria o primeiro escanteio. Era um local onde tinha de tudo. Todo jogo, o pau comia e a gente brigava com aqueles senhores até que eles cansaram da gente e abandonaram o lugar. Foi assim que a Young Flu conquistou o seu espaço, assim que a torcida se fez como uma torcida de jovens guerreiros.

Bateria nota dez de uma torcida nota dez:

Armando Alcoforado - Tínhamos uma bela bateria, era a melhor de todas. Ela era acompanhada por uma torcida apaixonada. Éramos pequenininhos, mas com tudo para crescer. E crescemos. Hoje é a maior facção da torcida do Fluminense. Na época lançamos uma camisa verde com as golas e os punhos grená, só que a Força Flu lançou a blusa verde também, então decidimos usar o branco. Unimos o útil ao agradável e ficou tudo certo.

Hoje é uma torcida conhecida no Brasil todo com mais de 70 mil sócios e inúmeros núcleos. Moro em São Paulo há vinte anos e posso afirmar que o que tem de carioca lá é impressionante. Tanto que montaram o Sampa Flu, local onde nos reunimos para assistir aos jogos. Estimo que, hoje, a nação tricolor está em torno de 10 a 11 milhões de torcedores.

Duas Épocas:

Armando Alcoforado - Vou te explicar o que aconteceu com a Young Flu. O primeiro presidente foi o Pedruco, só que dois anos depois ele faleceu e eu, como era o vice, tive que assumir. E aquilo foi um enorme desafio. Éramos Fluminense e não Young Flu, o que não acontece hoje quando muitos colocam o nome da torcida no lugar do clube.

A tendência foi crescer. Virou ponto de encontro assistir os jogos atrás do gol, junto com o pessoal da Young Flu. Em 1977 eu saí e quem assumiu foi o Gino, um cara gente boa, mas ficou só um ano. Ele deu lugar ao senhor Armando Giesta.

Problemas e desafios:

Armando Alcoforado - A torcida tem alguns problemas, pois é bem difícil você segurar uma torcida com mais de 70 mil pessoas e os abnegados. Vejo as punições que a Young sofre de São Paulo e isso prejudica muito o clube. As torcidas precisam se reciclar, se policiar e evitar brigar com as outras torcidas, pois não ajuda em nada esse tipo de atitude. Temos que ser amigos.

Vim de São Paulo para encontrar com o Sérgio Aiub, que foi fundador da Organizada, e com o Valter Veloso, fundador da Força Flu, e somos todos amigos, cada um dentro da sua filosofia.

A torcida do Fluminense sempre foi independente do clube, desde que começamos. Não dependíamos do clube para nada. Tínhamos três credenciais para entrar antes dos jogos, para empacotar os talcos, guardar as bandeiras e colocar as faixas. Não ganhávamos ingressos. Colocávamos inclusive dinheiro do nosso bolso e também fazíamos lista para coletar dinheiro de torcedores no Maracanã.

Temos uma coisa que ninguém tem, pois a história do Fluminense é única e completamente diferente das dos outros times.

Naquela época fazíamos o trabalho na torcida com muito amor. Acho que falta isso nos dias de hoje. Da torcida e dos jogadores. Não dá para conceber um jogador que beija o escudo do Fluminense e depois beija o de outro time. Desculpa.

Comecei a ver jogos do Fluminense em 1963, no ombro do meu pai. Foi um zero a zero na final contra o Flamengo que sagrou-se campeão. Em 1964, vi o tricolor ser campeão em cima do Bangu e daí em diante passei a acompanhar meu time até fundar a Young Flu

Um time perfeito:

Armando Alcoforado - Trago de recordação times formados por grandes jogadores que ficaram anos e anos no clube. Inesquecível é aquele time de 1969/1970 que tinha Felix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Didi; Cafuringa, Samarore, Flávio e Lula. Foi campeão de tudo, inclusive da Taça de Prata, nosso primeiro campeonato brasileiro. Não perdia para ninguém, era um timaço.

Momentos marcantes:

Armando Alcoforado - Foi um prazer ver o Francisco Horta tornar-se presidente do clube, em 1975, e trazer para o Fluminense um dos melhores jogadores que eu vi vestir a camisa tricolor: Roberto Rivelino. O Fluminense só não foi Campeão Brasileiro em 1976 porque caiu uma chuva torrencial no Rio de Janeiro e fomos para os pênaltis contra o Corinthians e perdemos.

Lembro que a torcida do Corinthians afirmou que invadiu o Maracanã, mas eles só trouxeram 40 mil pessoas para o jogo que teve 170 mil de público. O resto era de quem? Era só tricolor.

Caravana inesquecível:

Armando Alcoforado - Fui a diversas caravanas, mas a que eu nunca mais esquecerei na vida foi quando o Rivelino chegou e tivemos o jogo de volta contra o Corinthians, no Pacaembu. Eu, Sergio Aiub e o Valter conseguimos encher um ônibus, 45 torcedores, para um jogo amistoso numa quarta-feira à noite. Chegamos ao Pacaembu que estava lotado. Ficamos entre a bandeirinha do corner e o meio de campo, os abnegados. Eu batendo no surdo cheio de morteiros dentro, pois se desse alguma confusão poderíamos jogar aquilo nos caras.

Começou o jogo: 1 x 0 Corinthians. Pensei que a gente ia morrer naquele dia. Dez minutos depois, Rivelino fez o gol do empate. Pulamos, gritamos. Mas não foi só a nossa torcida, o Pacaembu todo e eu nunca vi coisa igual. Todos gritavam o gol do Rivelino. A essa altura, um torcedor corintiano me diz: “Vocês levaram o maior craque que vestiu a camisa do nosso clube. Estão de parabéns”. Vencemos a partida, com o segundo gol de Marco Antônio, e nós saímos numa boa, ninguém morreu e estamos vivos até hoje. Olha, eu tenho eu que beijar os pés deste cara.

Viajar era tudo. Eu queria acompanhar o Fluminense em tudo o que é lugar. Naquele tempo valia a pena. O jogador ficava anos no clube, vestia a camisa e amava o clube. Hoje, não viajaria como antes. Posso até estar errado.

Brasileiro 2010:

Armando Alcoforado - Acompanhei 2010, quando o Fluminense foi campeão, e vi a invasão que a torcida do Fluminense fez em Barueri. Eu fiquei impressionado. Como chefe de torcida o máximo que levei foi 33 ônibus. Quando cheguei em Barueri vi que 33 eram só da Young Flu. Fora as outras, fora os carros e fora estar na estrada e ver passar vários carros com placa do Rio de Janeiro. Isso não tem preço.

Minha filha que estava comigo ficou surpresa e me disse: “Pai, parece que estamos no Rio!”. O Fluminense com um belo de um time fez a torcida abraçar o clube.

MENSAGEM PARA NOVA GERAÇÃO:

Armando Alcoforado - Primeira coisa, tem que ter objetivo, um foco de incentivar o Fluminense. Cobrar o mínimo necessário, que o profissional honre a camisa do Fluminense. Segundo, torcer pelo Fluminense e não pela torcida. O Fluminense é maior do que nós. O Fluminense fica e a gente passa. Isso é o fundamental. A Young Flu vai ficar e a gente vai passar.

A FILOSOFIA É TORCER PELO FLUMINENSE, É O AMOR E SEM ISSO NÃO HÁ NADA.

Fonte: Observatório do Fluminense Football Club
com: Carla Andrade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Young Flu será eterna!!!



O dia 14/12/14, será um dia histórico e eternizado para a Torcida Organizada Young Flu, a chapa 2 / Young Flu Oposição,  venceu as eleições internas de nossa torcida com larga vantagem em cima da chapa renovação - situação, com mais de 70% dos votos válidos, vencemos mais a luta de agora em diante será árdua, pesada e cheia de percalços pelo caminho, mais a diretoria que vai assumir a partir do dia 01/01/15, está bem focada, organizada, planejada e sabe muito bem o que tem que ser feito, para resgatar a tradição de nossa torcida ao longo de seus 44 anos de história, dedicação, amor e fidelidade ao nosso clube do coração o Fluminense.
A Young Flu, passou nós últimos anos momentos de crises intensas e chegou está no CTI, por causa das más administrações que não deram a devida atenção a mesma, por isso que hoje estamos num estágio complicado, de conseguir garantir a credibilidade junto aos nossos associados e simpatizantes, por erros grotescos cometidos ao longo dos últimos 10 anos por uma diretoria que desejava se perpetuar no poder, mais o dia 14/12/14, será historicamente lembrado o  dia da virada, onde os associados e simpatizantes da Young Flu, vão poder bater no peito e dizer eu tenho orgulho e amor a minha torcida organizada.
Conseguimos com muita articulação e mobilização vencer as eleições com os seguintes diretores:
Presidente Manel, vice presidente Fila, vice social Cêmica, vice administrativo Meg, vice financeiro Guinho, diretor social Dom Miguel e Vaguinho, diretor de caravanas Bruno Souza e Ronald, diretor de núcleos Kiko e Japeri, diretor de bateria Palhaço e diretor de patrimônio Xereca e Vitinho, esses    amigos(as) e demais que estarão a frente da Torcida de agora em diante no triênio 2015/ 2016 e 2017.
Resultado oficial das eleições foi o seguinte conforme abaixo descrito:
Chapa 1 - Situação: 92 votos
Chapa 2 - OPOSIÇÃO: 218 votos
2 votos nulos
Total de votantes: 312
Marcelo Queiroz , foi eleito conselheiro da Torcida Young Flu com 119 votos.
Agora chegou a hora de arregaçar as mangas e colocar em prática os projetos que apresentamos durante a campanha, mais com o empenho e dedicação de cada um vamos sim colocar a Young Flu, no seu devido lugar entre as principais torcidas organizadas do país, como sempre fomos e vamos continuar sendo respeitados em todos os cantos do Rio de Janeiro, Brasil e exterior. Essa é a nossa vocação a eternidade!!!
Faço um agradecimento em especial a galera da Young Flu Baixada, voltamos a nossa união e unidade em torno de nossos núcleos contribuíram em muito para que a nossa torcida fosse resgatada e ressuscitada como a ave Fênix da mitologia grega.
Formamos a união perfeita dos núcleos: 13º Baixada - 27º Nilópolis e 51º Japeri. 
Agora Somos Todos Young Flu, no peito, no coração e no sangue!!! 

Ronaldo Monteiro Cerqueira
Historiador 
Pós Graduado em Juventude

quinta-feira, 26 de junho de 2014

19 anos do gol de barriga de Renato Gaúcho e o Título do Fluminense de 1995.



PARECE QUE FOI ONTEM - (Por Vinicius Toledo)

O inesquecível dia 25 de junho de 1995... Para o tricolor, a glória eterna! Para o rubro-negro, o choro eterno!

O Maraca estava lotado e as torcidas fizeram uma arrepiante festa. A nossa, como sempre, estava muito mais bonita. 

De um lado, a Sele Fla com o melhor jogador do mundo, o Romário. Do outro lado, um time de operários liderado por um Renato Gaúcho em final de carreira. E eu na arquibancada com o meu saudoso pai, mãe e irmão.

A bola rolou e o Flu brincou. Um 2x0 com gols do Renato Gaúcho e Leonardo. O Fla veio com tudo na segunda etapa. Conseguiu o empate na marra. O Flu, com menos um em campo, lutou até o final.

Eu, queria ter ido embora do estádio. Meu pai me impediu com um sonoro grito: "Porra, o Flu será campeão! Embora é o c....lho". 
Mesmo com a torcida rubro-negra gritando "é campeão" e uma enorme bandeira preta e vermelha circulando na antiga geral, o "meu saudoso e eterno velho" estava certo... 

A torcida estava de pé. Eu estava sentado e vivendo um enorme conflito interno: um lado dizia que conseguiríamos. Outro lado, perturbava com aquele pessimista "já era!"... Do nada, escutei um "Vai Ézio!". Eu me levantei na hora! E a bola foi sendo girada da esquerda para a direita e... Gol do Fluminense e uma explosão tricolor de emoção na arquibancada! No placar apontava: 8 - Aílton, mas, no rádio, um cara soltou: "Foi de barriga, foi do Renato Gaúcho!" 

Após o apito final, uma apoteose tricolor e um verdadeiro rio de lágrimas de alegria verde, branco e grená... E também, uma choradeira preta e vermelha, que dura até os dias de hoje! Armaram o palco bonito, contrataram tudo do bom e do melhor para uma badaladíssima festa de centenário, mas esqueceram do refrão do hino deles: "Nos Fla Flus é um ai Jesus!"... E deu no que deu, pois afinal de contas...

Ganhar Fla x Flu é normal! E com barriga é melhor ainda... 

#ViniciusToledo

sexta-feira, 23 de maio de 2014

30 anos do Bicampeonato Brasileiro do Fluminense.






Na próxima terça feira, dia 27/05/2014, comemoramos os 30 anos do Titulo conquistado de Campeão Brasileiro de 1984, pelo Fluminense.

Em dois jogos memoráveis e inesquecíveis contra nosso arqui - rival Vasco da Gama, no 1º jogo realizado no dia 24/05/1984, ganhamos a partida por 1 x 0, gol do lendário ídolo eterno do Fluminense Romerito, paraguaio que se dedica e ama o Fluminense até os dias atuais. 

No segundo jogo realizado no dia 27/05/1984, foi o jogo que se sagramos Campeão Brasileiro de 1984, num empate de 0 x 0 contra o Vasco da Gama, naquele dia vencemos o nosso segundo campeonato brasileiro se tornando oficialmente bi campeões brasileiros com os títulos conquistados em 1970 e 1984.

Nós tínhamos naquela época um dos melhores esquadrões de jogadores que defenderam a camisa verde, branca e grená do nosso Fluminense, onde vencemos todos os campeonatos que disputamos como o tri campeonato carioca de 83/84 e 85.

Mais aquele domingo de maio de 1984, se tornaria muito especial e emocionante para todos nós torcedores apaixonados e amantes do Fluminense, em todo o Brasil e no mundo.

Conquistamos o nosso Bi campeonato Brasileiro em em cima do nosso rival regional Vasco da Gama.

Aquele dia 27/05/1984, foi sublime e mágico para a nossa torcida e jogadores que ficaram contagiados com mais aquela grande conquista para a galeria de troféus do Fluminense.

Apresentamos para o Brasil e mundo jogadores de grande potencial técnico, com garra e raça e muito amor ao Fluminense, tinham o prazer e alegria de vestir o manto sagrado do nosso Fluminense.

Como por exemplo o casal 20 Washington e Assis, Delei, Paulo Vítor, Tato, Branco, Ricardo Gomes e o grande autor de um dos gols mais importantes da história do Fluminense, que acabou nos dando o título de Campeão Brasileiro de 1984 Romerito, sendo o técnico comandante Carlos Alberto Parreira.

Uma data como essa que comemoramos os 30 anos, de uma grande bela conquista não podemos deixar passar em branco.

Nós tricolores que amamos o Fluminense temos que homenagear os grandes heróis do Título Brasileiro de 1984, vencido pelo Fluminense.

Ronaldo M. Cerqueira

Historiador.  


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Super Ézio do Fluminense!!!!



Ídolo e um dos maiores jogadores do tricolor na década de 1990, Super Ézio, se fosse vivo, faria nesta última quinta feira dia 15/05/2014, 48 anos de idade. 

Pelo Tricolor, o ex-atacante marcou 119 gols em 237 partidas e foi campeão carioca em 1995, campeão da Taça Guanabara em 1991 e 1993, sendo artilheiro do campeonato carioca de 1992 com 15 gols.

Super Ézio, como era conhecido, faleceu em novembro de 2011 vítima de um câncer.

Ézio é o décimo maior artilheiro do Fluminense.

Meu maior ídolo na história do Fluminense.

Ronaldo

Historiador.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

MANIFESTO! Torcida Young Flu, a maior organizada do Fluminense.



A, torcida Young Flu, a maior organizada do Fluminense emitiu uma nota nas redes sociais repudiando o manifesto do atacante Fred. Os componentes da Young Flu diz falar por todas as torcidas e critica com veemência as palavras do jogador, tratadas como nefasta, covarde, vil e desleal.

Eles sustentam a tese do grupo político “Vence o Fluminense”, que informou que o último protesto não partiu de membros de Organizadas, mas de associados do clube. Confira a nota da Young Flu na íntegra:

MANIFESTO!

“SOMENTE O QUE SENTIMOS, JUSTIFICA O QUE FAZEMOS”

As Torcidas Organizadas do Fluminense F. C., por meio desta, vêm publicamente manifestar repúdio à nota oficial divulgada pelo funcionário jogador Frederico referente ao protesto realizado no dia 05/04/14.

É sabido por todos que as torcidas do FFC apoiam o clube há mais de 40 anos, se fazendo presentes em todos os momentos, sejam eles de alegria, sejam de tristeza. 

Por derradeiro, ao longo deste período nenhum jogador proferiu palavras como as que o funcionário jogador Frederico utilizou nesta segunda-feira, 07 de abril de 2014. 

Adjetivos que desqualificam não apenas o torcedor, mas a torcida como um todo, do tipo: “bando”, “marginais”, “desocupados”, “bandidos”, “a toa”, “bárbaros”, “arma branca” dentre outros, denigrem a imagem de um movimento com milhares de associados e simpatizantes por todo o Brasil, torcedores esses que tem uma parcela significativa de sócios do Clube e que, obviamente, pagam o salário do mesmo.

Ao torcedor do Fluminense o jogador tem, sim, a obrigação de vencer o Horizonte e classificar o Fluminense para a próxima fase da competição. 

O altíssimo investimento feito pelo Clube e sua parceira não condiz com o receio de um jogador que pensa em ser campeão do mundo, tenha de vencer a equipe de Fortaleza. 

O discurso de “tragédia anunciada” numa eventual eliminação precoce surge como assombro aos torcedores, que esperam postura de capitão àquele em quem se deposita esperanças de classificação, que chame a responsabilidade e jamais fuja dela.

A atitude nefasta, covarde, vil e desleal tomada pelo funcionário jogador Frederico soa como tentativa de semear a discórdia entre as Torcidas Organizadas e o Clube, ou pior, entre essas e o torcedor de modo geral. 

As vaias e cobranças existem no futebol desde que o esporte surgiu e, no Rio, desde a fundação do FFC, em 21-07-1902, ou seja, não é e nunca será privilégio de jogador inepto naquele momento. A melhor resposta às críticas que um jogador pode dar é empenho, dedicação, entrega, dentro e fora de campo, honrando a camisa, a história e, por que não, o salário que, neste caso, é extremamente alto.

Que fique claro que nem o funcionário jogador Frederico nem qualquer outro que vista a camisa do FFC tem o direito de chamar o torcedor do Fluminense de desocupado. Os 20 torcedores que PROTESTAVAM na ocasião são SÓCIOS do Club, que se privaram de seus afazeres normais de um sábado, de seu dia de folga, para protestar pacífica e democraticamente. 

Vale frisar que o I. Presidente Peter Siemens saiu da mesma arquibancada que funcionário jogador Frederico agrediu e denigriu em sua nota. Ademais, não custa lembrar que FFC tem extensa lista de exemplo de jogadores que honraram e sempre respeitaram as torcidas, como Preguinho, Telê, Castilho, Romerito, Assis, Washington, Paulo Vítor, Ézio, Marcão, Thiago silva, Cavalieri, Conca, dentre tantos outros. 

A nota divulgada pelo funcionário jogador Frederico acusa os torcedores de terem avariado seu carro, o que se afirma, é mentira! Ademais, se verdade fosse, por que o mesmo não registrou o dano na delegacia? Onde está a avaria no automóvel? As câmeras do Clube e da Rua? A mesma coisa se pode afirmar sobre as “ameaças” que diz ter recebido. 

O funcionário jogador Frederico afirma ter a absoluta certeza que em todos os protestos são sempre os mesmos 20 torcedores presentes, subestimando a inteligência e tamanho da nossa torcida.

Os mesmos apaixonados torcedores viajam no meio da semana, largando emprego e família, eles não são tratados assim. Agora, quando vão questionar um desempenho pífio e falta de comprometimento, são vistos como “marginais” e “bandidos”. 

Ora, se quando do abraço ao time e apoio incondicional na ocasião do difícil fim do ano de 2009 e em tantas outras oportunidades que o time precisou da torcida, indaga-se: Por que o jogador Frederico não escreveu nenhum manifesto de agradecimento?

Esta claro que a ele no momento interessa o desiquilíbrio na harmonia da relação clube jogador, jogador torcida, abrindo as portas à outro Clube. Mas para sair não precisa rebaixar o Clube, tampouco criar factoides com fim escuso de lograr algum intento. Basta pedir pra sair, e sair. 

No que se comentou em relação ao esvaziamento dos estádios, entende-se que o funcionário jogador Frederico é leigo aos assuntos relacionados ao seu ofício, cabendo-nos esclarecer para que não haja dúvida:
- horários dos jogos
- segurança publica
- preços exorbitantes do ingresso e no interior do estádio (ir a um jogo hoje não sai por menos de R$60,00 o que para a maioria dos brasileiros representa boa parte de seu sustento)
- transporte e etc.
- estacionamento
- falta de uma política de incentivo dos clubes
- aumento da venda de PPV com conivência dos clubes
- ausência de verdadeiros ídolos e jogadores comprometidos com a manutenção da grandeza do Clube

A torcida do fluminense é notadamente uma das mais tranquilas, e qualquer torcedor tem o seu direito de reclamar. 

Frederico. 

Iremos comemorar o gol que sair a favor, independente do jogador que for o autor, pois ninguém é maior do que o FLUMINENSE FC. Comemoraremos e vibraremos como fazemos há anos. Em relação ao apoio incondicional, deixamos claro que faremos isso sempre ao FLUMINENSE FC. Entretanto, jogador que nao correr, nao se esforcar e nao estiver focado 100% no nosso clube, infelizmente nao poderemos agraciar com o mesmo apoio.

Queremos o Frederico de outrora, o mesmo que foi um dos pilares do titulo de 2012.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

FRED Gol - 10º maior artilheiro do FLUMINENSE.




O gol marcado contra a Cabofriense, pela 11ª rodada do Campeonato Carioca 2014,  foi 114º marcado com a camisa do Fluminense, pelo Fred Gol, onde ele se torna o 10º maior artilheiro da história do Fluminense, em 185 jogos com a camisa do tricolor mais querido do Brasil, com uma média de 0,62 gols por partidas.
Ronaldo M. Cerqueira.
Veja o post do camisa 9 do Fluminense no seu Facebook:
“Cada gol tem uma história, é especial em sua maneira. Parece que foi ontem que cheguei aqui, mas já se foram 114 gols e quase cinco anos de estrada. É uma honra pra mim integrar um grupo tão seleto, estar entre jogadores que foram ídolos máximos do clube e ajudaram o Fluminense a construir essa história tão bonita. Que venham muito mais gols e, principalmente, outras tantas conquistas.”
Fred.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Retratação pública e direito de resposta ao "Fluminense Football Club".



Com a entrevista do Presidente do Fluminense hoje na ESPN Brasil, o abaixo-assinado perdeu a razão de existir e por isso o estou retirando do ar.

Não sabemos como foi a entrevista, e mais importante, como sera a edição da mesma. Espero que nosso presidente tenha nos orgulhado e respondido as indignações a que fomos submetido com fidalguia e educação. Porem com firmeza e indignação.

Sera muito difícil a reparação aos danos morais sofridos por nosso clube mas ao menos pudemos tornar publico o nosso repudio a cobertura da ESPN Brasil.

De minha parte, apos ver a entrevista de Peter Siemsen, não pretendo mais assistir a ESPN Brasil assim como não mais lerei os colunistas que considerei desonestos no episodio.

Saudações Tricolores à todos e muito obrigado.


Renato Romero de Assis 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

As aberrações contra o Fluminense.



Erros graves na arbitragem do futebol brasileiro nos anos de 1996 e 1997, entre o dono do Atlético Paranaense Mário César Petraglia e ex presidente da comissão nacional de arbitragem Ives Mendes, na manipulação de resultados fabricados pelos juízes, para beneficiar time "a ou b", um escândalo, por isso que o campeonato brasileiro de 1996, ficou maculado e com sérias arranhaduras, isso é um dos motivos que fez a CBF, rever alguns de seus critérios e mudar de alguma forma para tentar diluir essas mazelas ocorridas nestes dois anos citados acima!!!!! 

O Fluminense nunca virou a mesa e utilizou o expediente de tapetão para ser livrar de um descenso para um série inferior do campeonato nacional. 

Quando sim fomos rebaixados no campo disputamos como em 1997, jogamos a segunda divisão em 1998, não fomos bem e caímos e fomos disputar a terceira divisão em 1999, lá fomos Campeões Brasileiros da série C, e garantimos um lugar na segunda divisão em 2000, mais com várias denúncias novamente em relação ao brasileiro de 1999, a CBF, não organizou o campeonato brasileiro de 2000, que ficou sob a administração e gestão do clube dos Treze, no qual convidou o Fluminense, para participar daquele campeonato que nem se chamou brasileiro e sim Copa João Havelange. 

No meu ponto de vista simplista sem fazer maiores análises posso constatar que o Fluminense, nunca participou de algum esquema para sem manter na primeira divisão do futebol brasileiro. 

Agora 2013, vem a Portuguesa escalar um jogador erroneamente porque estava suspenso pelo tribunal de justiça desportiva, numa partida oficial do campeonato brasileiro de 2013, as leis e o regimento do mesmo que foi aprovado e assinado por todos os clubes participantes, e agora não adianta ficar choramingando por todos os cantos dizendo que o Fluminense fez isso ou aquilo, o que foi feito e realizado, é o que diz a regra do campeonato, doe a quem doer tem que ser respeitada a decisão, não viramos a mesa e sim a Portuguesa num erro primário de amadores escalou o atleta de forma irregular, foi punida de acordo com o tribunal que julgou que o clube fosse condenado a perder 04 pontos e assim foi feita a justiça!!!!

Avante Fluminense, somos e sempre seremos primeira divisão do Brasileirão!!!!!

Ronaldo Sempre Na Luta

domingo, 15 de dezembro de 2013

Em 2013, 30 pessoas perderam a vida em brigas de torcidas.

Brasil lidera o grupo da morte e sofre com violência nos estádios.
Em 2013, 30 pessoas perderam a vida em brigas de torcidas.

RODRIGO STAFFORD.
Fonte: JORNAL O DIA ONLINE.

Rio - A bandeira de um clube representa para muitos torcedores a maior paixão de suas vidas, mas em algumas ocasiões serve para cobrir o caixão, junto com as lágrimas de familiares que sofrem com a perda de entes queridos. Muitas vezes, lideranças em rankings são motivo de orgulho, mas, neste, o Brasil tem de se envergonhar. Com 30 mortes apenas em 2013, o país lidera essa mórbida lista mundial, seguido por Argentina e Itália. Resultado de dar "inveja" ao mais violento dos hooligans.


Polícia demorou a intervir em Joinville
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia
O Brasil detém um bicampeonato sinistro, já que em 2012 contabilizou 23 mortes. Os números comparados ao deste ano apontam um crescimento de 30%.

“O ano não acabou e não contabilizamos o Kevin Espada, que, apesar de ter morrido na Bolívia, tudo leva a crer que foi morto por brasileiros. São 30 mortes comprovadas”, diz Mauricio Murad, sociólogo e professor de mestrado da Universidade Salgado de Oliveira, que lançou o livro ‘Para entender a violência’.

A maior parte das mortes acontece no Nordeste e é consequência do aumento da violência como um todo no país - o Brasil também é campeão mundial em mortes no trânsito e em homicídios. No futebol, a maioria dos assassinatos acontece fora dos estádios, já que houve uma melhora no efetivo de segurança dentro das arenas.

“No meio da multidão todo mundo se exacerba. As pessoas acham que podem tudo por estar no anonimato, entre muita gente. Soma-se isso ao despreparo dos policiais e chegamos nesse número assustador”, afirma Murad, que assistiu em casa com os filhos às tristes cenas de selvageria entre torcedores de Atlético-PR e Vasco.

“Aquilo foi um horror. Vândalos se atacando, sua casa sendo invadida por esse filme de terror. Trabalho com isso desde 1990 e já vi muita coisa, mas confesso que o que assisti me chocou. Cenas de covardia e descontrole. Onde estava a polícia? São gangues em um jogo que se mostrava problemático desde o início”, destaca.


Torcedores de Vasco e Atlético-PR brigaram na Arena Joinville
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia
Para garantir a segurança do torcedor que vai a um jogo no país do futebol, o sociólogo defende algumas medidas a serem tomadas.

“São três conjuntos de medidas integradas que têm de ser coordenados de Brasília: a punitiva (curto prazo), a preventiva (médio prazo) e a educativa (longo prazo). Precisamos de um plano estratégico permanente que se atualize. As redes sociais, por exemplo, não existiam há dez anos. O Brasil é um país violento”, conclui Murad.

Gepe destaca importância da prevenção

O Rio tem o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios), referência quando o assunto é o controle da violência. Comandante do Gepe, o tenente-coronel João Fiorentini cita o mando de campo em outros estados como um dos maiores problemas para o aumento da violência nos estádios, já que dificulta muito a segurança.

“Ter em Brasília um jogo que não é de Brasília, mas do Rio, dificulta. Um jogo de Santa Catarina, em que o mandante é do Paraná... Aqui no Rio, temos o hábito de cuidar de determinados jogos. Sabemos quem é quem”, exemplifica.

“Para nós, é mais fácil identificar. Temos tudo, polícia específica, estatuto, Ministério Público, Juizado. Isso não acontece em todos os estados”.


Briga generalizada manchou o duelo entre Atlético-PR e Vasco
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia
No quesito prevenção, Fiorentini revela que o planejamento é fundamental: “O mais importante não é o dia do jogo. É a semana. Fazemos reuniões na federação, procuramos representantes das torcidas, organizamos o transporte para não se encontrarem, a escolta.”

Fiorentini destaca ainda ação com a Supervia: “Para evitar confusão, há um trem só para a torcida do Flamengo. Só passa em determinadas estações. O torcedor do outro time tem que ir para outras.”

Sobre as brigas marcadas pela Internet, ele ressalta: “A gente monitora. As brigas são marcadas por muitos que não são da torcida e querem só notoriedade.”

Berço dos hooligans pode servir de exemplo

De um esporte manchado pela violência promovida por hooligans a uma liga sólida, forte e completamente segura para seus torcedores. Desde 1992, quando foi instituída a Premier League, a Inglaterra adotou medidas rigorosas para acabar com a violência nos estádios.

“Rapidez na punição e rigor. Lá, quem comete algum delito no estádio é detido e tem que se apresentar duas horas antes do jogo. E só sai duas horas depois”, diz o jornalista inglês Tim Vickery, mas com ressalvas: “Nem tudo o que foi feito na Inglaterra serve para o Brasil. Os países são muito diferentes, inclusive suas Constituições.”

Quanto ao policiamento nos estádios, Tim vê mudança ao longo dos anos: “Os clubes pagam à polícia pela segurança. Foi um incentivo perigoso reduzir o policiamento e trocar por stewards (seguranças privados). Foi um processo lento, mas que deu certo”.